Após ACM Neto ficar 9 dias fora da TV, deputados federais denunciam: “o nosso pedido o juiz manda pro MP, o do PT acolhe na hora”

ACM Neto

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Os deputados federais Paulo Azi e Elmar Nascimento, o primeiro presidente estadual do União Brasil, o segundo, presidente do União Brasil Salvador, questionam os critérios do Tribunal Regional Eleitoral para análise dos pedidos de violação eleitoral na exibição das propagandas.

Azi cita que o órgão impôs pena de 9000 segundo contra chapa de ACM Neto (UB), o que signifca 2,5 horas sem exibição na TV. Em contra partida, segue o deputado presidente do UB Bahia, a chapa do PT recebeu gancho de apenas 600 segundos, o que dá 10 minutos sem exibição televisiva.

Como mostrou o OFF News, parte do gancho contra coligação de ACM Neto foi motivado pelo uso do tempo dos deputados para atacar o candidato do PT ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (UB), em uma ação que ficou conhecida como o “testado e reprovado”.

Paulo Azi aponta que houve uma discrepância na punição e que os candidatos da chapa do PT seguem atacando cotidianamente a chapa de ACM Neto (UB).

Trâmite

O presidente do União Brasil Salvador, Elmar Nascimento (UB), aponta que, nos corredores do judiciário, o modelo adotado pelo desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro tem chamado atenção. Cafezeiro é o juiz substituto do TRE responsável pala análise dos pedidos acerca de violações eleitorais.

Ao que parece, pontua o deputado federal, há um rigor adotado para os pedidos da chapa de ACM Neto (UB), que passam antes pelo crivo do Ministério Público da Bahia e pela defesa do candidato, para só depois ter seu mérito analisado. O ato, pontua Elmar, destoa do que ocorre com a chapa do PT, que costuma ter seus pedidos contra chapa de ACM Neto (UB) acolhidos sem o crivo dos órgãos, através de liminares que não chegam nem mesmo a serem referendadas pelo plenário.

“Rapaz, eu não tenho informação do candidato [ACM Neto] sobre essa questão, mas não dá para negar que é um negócio estranho. Dizem que na hora que chega um pedido resposta da nossa parte, o desembargador Cafezeiro manda ouvir MP, depois manda ouvir outra parte para só aí tomar uma decisão. Com isso os pedidos levam em média 8 dias. Para outra coligação, do PT, ele tem atendido assim que o pedido chega, a liminar não chega nem a ir para o plenário e a decisão já tem efeito. Nessa brincadeira, nossa chapa já está há 9 dias fora da TV. O que a gente quer é que haja uma isonomia, que tudo ocorra da mesma forma. Se houve erro de nossa parte ao citar Jerônimo, houve também da parte deles, que ficam dizendo Lula e criticando o trabalho de Neto. Eles não tiveram suspensões como a nossa. O critério precisa ser o mesmo”, cobrou Elmar Nascimento ao OFF News.

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