“Um vereador de esquerda, presidente de Câmara, mandou matar o apoiador do presidente Jair Bolsonaro”, desabafa baiano ex-secretário federal

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O ex-secretário do fomento à cultura de Jair Bolsonaro, o capitão da Polícia Militar da Bahia André Porciuncula, candidato a deputado, utilizou uma rede social para comemorar a prisão de dos suspeitos de participação na morte de Marcello Leite Fernandes, de 39 anos, em julho deste ano. 

O presidente da Câmara Municipal de Ibotirama, Jean Charles Alexandre (PSB) e um policial militar foram presos na manhã desta quinta-feira (8) suspeitos de participação na morte do apoiador de Jair Bolsonaro.

Como mostrou o OFF NewsLeite foi assassinado em seu carro em junho. Ele usava uma camisa de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). A esposa da vítima apontou à época que o crime teria motivação política, já que seu marido era um defensor ferrenho do governo Bolsonaro.

Porciuncula usou uma rede social para denunciar que o caso não está sendo coberto pela mídia, e questionou se teria a mesma repercussão se fosse um presidente de direita que tivesse participado de um apoiador de Lula.

“Bolsonarista e meu apoiador foi assassinado covardemente em seu carro com a camisa do presidente. Quem é um dos mandates? O presidente da Câmara Municipal, que é um vereador de esquerda, que mandou matar o Marcelo, nosso apoiador. […] Fica pergunta: se fosse o presidente da Câmara de vereadores de direita que tivesse mandado matar um apoiador de Lula, o que não seria de repercussão nacional… A mídia precisa tratar como foi. Isso foi um crime político, de motivação política, onde um apoiador do presidente foi brutalmente assassinado”, desabafou Porciuncula.

Investigação

A investigação da morte de Marcello Leite Fernandes, de 39 anos, em julho deste ano, deu mais um passo importante na manhã desta quinta-feira (8), com a deflagração da Operação Petúnia, que cumpriu dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão em Ibotirama, a 652 km de Salvador, e em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana da capital baiana. As ações vão colaborar para esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e a motivação do crime.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha com diversas linhas de investigação – entre elas, a de o crime ter sido motivado por disputa por terras e por desentendimentos a respeito da política local entre a vítima e um dos investigados. “Os materiais coletados e os depoimentos decorrentes das prisões realizadas na operação vão subsidiar outros passos da apuração do caso, para o esclarecimento do motivo e ações da autoria do crime”, informou o diretor adjunto do DHPP, delegado Oscar Vieira.

A Operação Petúnia prendeu um policial e um vereador do município, em ação que contou com policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Coordenação de Operações Especiais (COE), do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) e do Departamento de Polícia do Interior (Depin). Foram apreendidos documentos que devem subsidiar a apuração sobre as circunstâncias que ensejaram o crime. “Gostaríamos de destacar a participação popular: durante a apuração, pessoas noticiaram, de maneira informal, fatos que nos ajudaram”, destacou.

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