Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) acusou, em entrevista ao OFF News nesta quinta-feira (25), o deputado federal Elmar Nascimento (UB) de estar utilizando sua influência política para desvirtuar a finalizado da Codevasf e a utilizar para fins políticos eleitorais.
Menezes denuncia que uma série de ações da Codevasf estão ocorrendo no município de Campo Formo desde a pré-campanha e que estão sendo intensificado de uma “forma absurda” agora no período eleitoral.
Segundo ele, até propriedade privadas estão recebendo o serviço de perfuração de poços artesiano como uma espécie de compra de voto velada.
“Nós assistimos o que está acontecendo agora na eleição do prefeito Elmo, em 2020. Para elegê-lo, eles fizeram dentro de Campo Formoso uma fábrica de caixa d’água de 10 mil litros. Desde que a empresa foi entregue por Bolsonaro ao Centrão, após acordo de politicagem, que a Companhia do Vale do São Francisco e Parnaíba foi desvirtuada. Até abrangência para Alagoas, para ajudar Arthur Lira (PP-AL), e para o Amapá, para ajudar Alcolumbre (UB), eles fizeram para levar ações da Codevasf”, criticou Menezes.
Ele aponta que “a falta de critério” como o instrumento utilizado por Elmar Nascimanto para tentar se reeleger e eleger seu primo às custas da Codevasf: “como fez com seu irmão em 2020”.
“Quem botou o presidente da Companhia em Brasília foi Elmar Nascimento, assim como colocou o diretor lá em Juazeiro. Por que todas essas obras estão acontecendo em Campo Formoso? Porque o deputado federal de lá é Elmar, que nesse ano tenta se reeleger e eleger para estadual o primo. A empresa está sem critério para eles utilizarem para seus interesses. Todo mundo sabe quem vota em quem no interior, e eles chegam com máquinas, perfuratrizes para angariar votos, como fizeram em 2020”, denuncia Adolfo Menezes.
“Naquela época nós denunciamos e o TRE reconheceu o crime mas não tomou um providência, agora nós vamos ajuizar novamente, com provas, mostrar eles furando poços em propriedades particular por política, para ver se a justiça toma alguma providência. Como não foram punidos da última vez, eles continuam barbarizando”, concluiu o presidente da ALBA.
O político aponta que o uso político da empresa pública é baseada na certeza da impunidade diante do ato de improbidade.
“Eles estão utilizando a Codevasf para um série de serviços, barbarizando, de forma aberta, descaradamente. O que é isso? Eles estão confiando na impunidade. Fizeram isso no período eleitoral de 2020, há um ano e meio, em vários municípios além de Campo Formoso. Nós denunciamos, está tudo documentado, fizemos filmagens e mandamos tudo para o Tribunal Reginal Eleitoral que entendeu que havia crime, mas que ele não foi o suficiente para influenciar no resultado da eleição. Como não foi suficiente? Minha irmã, candidata à época, perdeu por uma diferença de 800 votos, 1%, para um município com quase 50 mil eleitores”, desafabou Menezes.
Veja filmagens e fotografias de ações da Codevasf em Campo Formoso, neste mês, enviadas ao OFF News:



