Jerônimo Rodrigues promete viaturas blindadas, discorda de dados oficiais da PM e critica ACM Neto: “o ex-prefeito não teve boa relação com a Guarda Municipal”

Jerônimo

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Candidato à sucessão de Rui Costa (PT), Jerônimo Rodrigues (PT) prometeu, durante sabatina do G1, na manhã desta quarta-feira (24), blindar viaturas.

“Se Rui iniciar, tudo bem, senão eu farei, que serão a entrega das viaturas com blindagem”, pontuou Jerônimo. 

O petista criticou os adversários ACM Neto (UB) e João Roma (PL), por tecerem críticas contra Segurança Pública da gestão Rui: “me solidarizo quando o ex-prefeito e ex-ministro desrespeita os profissionais. Não se reconhece o valor que tem o policial, o profissional da segurança pública”.

Ele destacou que na Bahia, há mais um ano, em 100 municípios, não foram registrados homicídios. Ele culpou o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), pelo crescimento da violência: “o presidente estimula compra de arma, triplicou as armas que circula na mão da população”.

Questionado sobre a redução no efetivo policial, que em março de 2007 era de 31.873 e que atualmente, segundo dados da Polícia Militar, é de 29.836, o candidato negou queda e deu uma versão alternativa para explicar o número.  

“Não há redução como o ex-prefeito anda dizendo. O que há é uma demanda, precisa ter mais. Não reduziu em relação a 2006. O que houve é que, na contabilidade dele [Neto], ele coloca tudo junto: PM, PC e Bombeiro, e isso não contabiliza assim. Está no meu plano de governo, vou aumentar o que for necessário. Bom dizer que o ex-prefeito não teve boa relação com a Guarda Municipal, com os guardas, não tratou como deveria”. 

Jerônimo pontuou também que alguns policiais requereram aposentadoria antecipada, o que impactou no efetivo. Acrescentou que caso tivesse realizado os concursos previstos para acontecer em 2020 e 2021, adiados por conta da pandemia, o efetivo seria maior.  

Ele prometeu atuar na Segurança Pública com Inteligência, tecnologia e formação. O candidato defendeu o uso de câmeras nos fardamentos dos policiais militares: “câmera não é perseguição, vai ajudar na proteção dele. Vai ajudar os policiais que andam na linha, se tiver algum que não anda digamos assim, no padrão da corporação, vai ser um instrumento de monitoramento, acompanhamento e controle social”.

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