Geraldo Júnior sobe o tom em resposta a Bruno Reis: “dispenso respeito ao sabor das conveniências”

Geraldo Júnior

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Após o prefeito Bruno Reis (UB) afirmar no Pod Zé que perdeu o respeito por Geraldo Júnior, quando perguntado sobre a relação com o dirigente do legislativo municipal, o vice de Jerônimo Rodrigues disse que dispensa esse tipo de respeito “ao sabor das conveniências” políticas:

“Nada mais me surpreende, mas na vida acreditamos em algumas amizades que não se misturam com a política. Reparem que tudo mudou a partir do momento em que optamos em seguir caminhos políticos diferentes. Antes era Geraldinho para lá, Geraldinho para cá, agora são adjetivos que não posso nem mencionar”, lamentou Geraldo.

“Em relação à eleição da presidência, obtive 36 dos 39 votos possíveis, ou seja, a base dele quase toda votou em nossa recondução, exceto os que estão a serviço do chefe que preferem garantir a “sinecura” e não contrariar os que ser arvoram de democratas, mas todos sabem o que passam quando às ordens são descumpridas, é gritos e murros na mesa”, concluiu o presidente da CMS.

Geraldo também rebateu as críticas de que não estaria respeitado a Lei Orgânica e nem o Regimento Interno da Câmara:

“A conveniência é tamanha que quando votávamos as emendas à lei orgânica deles e todos os projetos enviados à Câmara não havia desrespeito. Está patente que amigo bom é amigo que cumpre o que se é determinado. Não precisei deles em momento algum, na minha primeira eleição me subestimaram, tanto que estavam liberando votos dos parlamentares, pois acreditavam que tinham a base controlada, e o resultado qual foi?”, questionou o vereador do MDB.

“Na divisão das comissões, cumprimos o regimento à risca, questionaram com uma demanda judicial e o fim disso qual foi? Todas as comissões estão instaladas com a aceitação posterior de toda a base. Por que? Porque os projetos do Poder Executivo precisavam do colegiado para serem votados. Tem conveniência maior do que essa?”, questiona o chefe do Legislativo da capital.

Geralado Júnior lamentou que o prefeito esteja patrocinando uma ofensiva judiciária contra o trabalho da Casa.

“Estão a todo momento demandando o judiciário com questões que se tivessem competência estariam resolvendo-as no parlamento, no jogo político limpo. Mas preferem deixar o barco correr para recorrer à esfera judicial. Mas sempre confiei no judiciário e disso todos sabem. Com isso, eles têm tido derrotas seguidas nos dois poderes, no legislativo e no judiciário”, pontua o parlamentar do MDB.

“Repito, não irei ensinar a ninguém a atuar no legislativo. Se eles não têm capacidade de votar e atuar que peçam para sair. Ainda mais se tratando de uma base com homens e mulheres experientes que não precisam de amarras, apesar de a todo momento eles tentarem conduzir os vereadores com mão de ferro, desestabilizando-os emocionalmente, de tal modo que chegam absorvidos às sessões do plenário e não sabem nem o que votam, subjugados pelo medo de quem os governa”, ressalta Geraldo Júnior.

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