A pesquisa Datafolha, contratada pelo Metro 1 e divulgada nesta quarta-feira (24). mostrou que o ex-presidente Lula é quem tem o maior potencial de alavancar votos para um candidato ao governo da Bahia, enquanto Jair Bolsonaro vive cenário oposto, é quem mais afasta os eleitores de seu candidato.
Uma parcela de 42% dos eleitores baianos diz que com certeza votaria em um candidato a governador apoiado por Lula, e 21% dizem que esse apoio talvez os levassem a escolher essa candidatura. Há 34%, por outro lado, que não votariam de jeito nenhum em um nome associado ao petista, e 3% não opinaram.
Entre aqueles que dizem que com certeza votariam em um candidato apoiado por Lula, quem lidera hoje é ACM Neto, com 46%, e o candidato petista ao governo aparece na sequência, com 24%. Na parcela que talvez votasse em um nome apoiado pelo petista, 53% hoje declaram voto em ACM Neto, e 20%
apontam o nome de Jerônimo, com 5% optando por João Roma. Entre quem não votaria de jeito nenhum no candidato apoiado pelo ex-presidente, 67% escolhem o candidato do União Brasil, 13% preferem João Roma, e 3% votariam em Jerônimo.
A percentagem pode se tornar um problema para campanha do ex-prefeito de Salvador, provocando uma migração de massa considerável de seus eleitores ao constatar que ele não é o candidato apoiado por Lula.
Governo
Dois em cada três eleitores (68%) da Bahia não votariam de jeito nenhum em um candidato a governador apoiado por Jair Bolsonaro, e 13% com certeza escolheriam esse candidato. Há ainda 15% que poderiam votar em um nome que tivesse o apoio do atual presidente, e 3% preferiram não opinar.
Na parcela que certamente votaria em um candidato ao governo apoiado por Bolsonaro, ACM Neto lidera com 54%, contra 25% de João Roma. Entre aqueles que talvez optassem pelo candidato do presidente, ACM Neto tem 63% das intenções de voto atualmente, ante 9% de Roma e 13% de Jerônimo.
No grupo que descarta votar no nome de Bolsonaro ao governo baiano, ACM Neto fica à frente, com 53%, seguido por Jerônimo (19%) e Roma (4%).
O apoio do governador Rui Costa a um dos nomes que disputam sua sucessão levaria 29% a certamente escolherem esse candidato, e 26% talvez votassem em alguém apoiado pelo petista. Uma parcela de 40% não votaria de jeito nenhum em um nome apoiado por Costa, e 5% não opinaram.
Entre os eleitores que certamente escolheriam um candidato a governador apoiado por Rui Costa, 43% hoje declaram voto em ACM Neto, e 33%, em Jerônimo.
No grupo que talvez optasse pelo nome endossado pelo atual governador, 55% hoje têm intenção de votar em ACM Neto, ante 17% que indicam voto no nome do PT, com 8% de preferência por Roma. Entre quem não votaria de jeito nenhum no candidato de Rui Costa, ACM Neto aparece com 62% das intenções de voto, ante 11% de Roma e 3% de Jerônimo.
Prefeito
Os eleitores também foram consultados sobre o apoio do prefeito de sua cidade a um candidato a governador, e 31% apontaram que votariam com certeza em alguém apoiado pelo chefe do executivo municipal, além de 23% que talvez votariam. Há 41%, por outro lado, que rejeitam votar em um candidato apoiado pelo prefeito de seu município, e 4% não opinaram.
O apoio do PT a um candidato ao governo levaria 38% a votarem neste candidato com certeza, e 25% talvez votassem no nome associado ao partido. Há 34% que rejeitam votar em alguém endossado pelo PT, e 3% não opinaram. Entre os homens, 38% rejeitam votar em um candidato a governador apoiado pelo PT, índice que fica em 30% entre as mulheres. Na parcela dos menos escolarizados, 52% certamente votariam em um nome apoiado pelo PT, ante 32% na parcela com ensino médio e 25% entre quem estudou até o ensino superior. No interior, 40% declaram que certamente votariam em um candidato associado ao PT, e na região metropolitana de Salvador esse índice é de 32%.
Também foi consultado a adesão a um candidato apoiado pelo União Brasil, e 51% disseram que não votariam de jeito nenhum em alguém que carregasse o apoio do partido. Os demais talvez votariam (26%), certamente votariam (8%) ou não opinaram (14%). No eleitorado masculino, 58% rejeitam votar em um candidato a governador apoiado pelo União Brasil, ante 45% entre as mulheres. A rejeição a um candidato apoiado pelo partido também é mais alta na faixa de 35 a 44 anos (58%) e na faixa de renda de 1 a 2 salários mínimos por família (60%).



