Morte de Fernando Gomes, ex-prefeito de Itabuna por vários mandatos, gera comoção na classe política da Bahia

Fernando Gomes

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A morte do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, após complicações no fígado no Hospital Aliança, em Salvador, no último domingo (24), gerou comoção na classe política.

Segundo familiares do ex-prefeito, Fernando passou por uma desintoxicação após ser intenado. Neste domingo, em nota enviada por volta das 14h, a família havia informado que houve a necessidade de intervenção cirúrgica para conter o avanço de uma bactéria. No entanto, às 16h, o político foi a óbito.

O corpo será levado para Itabuna e o velório está previsto para ocorrer na Sala Principal do Teatro Municipal Candinha Doria, na cidade, uma das obras mais representativas da vida política de Fernando Gomes, e que marcou a sua última gestão, entre 2017 e 2020.

Fernando Gomes foi prefeito de Itabuna em diversas oportunidades, tendo findado o último mandato em 2020. Querido por grande parte do eleitorado, Gomes era um dos poucos políticos histórico em atividade na cidade. Em 2016 um livro sobre sua vida foi lançado. O ex-prefeito conviveu com uma série de denúncias de corrupção e favorecimento ilícito durante suas gestão, com casos que foram noticiados em veículos nacionais.

O governador Rui Costa (PT) decretou luto oficial de três dias no estado: “Quero manifestar meu pesar pela morte do ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal, Fernando Gomes. Que Deus conforte seus familiares, amigos e itabunenses”, escreveu o petista em sua conta no Twitter.

O senador Angelo Coronel (PSD) lembrou a trajetória de Fernando Gomes através de uma rede social:

A presidente do PSB na Bahia, deputada federal Lídice da Mata, lamenta a morte do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes. “Meus sentimentos de pesar a todos os familiares. Apesar de estarmos em lados opostos, na maioria das vezes, sempre tivemos uma relação de respeito”, disse.

O pré-candidato ao governo do Estado pelo União Brasil também manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Fernando Gomes: “Que Deus conforte os corações e dê muita força aos familiares neste momento de profunda dor e tristeza”.

O candidato a governador da Bahia, ex-ministro e deputado federal, João Roma (PL) lamentou a morte do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, neste domingo(24).

“Fernando Gomes escreveu seu nome na história política da Bahia, sendo eleito cinco vezes prefeito de Itabuna e representando o povo baiano no Congresso Nacional, como deputado federal. Homem simples, tinha uma forte identidade com a nação grapiúna. Meus sentimentos aos familiares e amigos de Fernando Gomes”, destacou Roma.

O pré-candidato a governador do Estado pelo PT, Jerônimo Rodrigues, lamentou a morte do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, neste domingo (24): “Com muito pesar, recebi a notícia do falecimento de Fernando Gomes, ex-prefeito de Itabuna. Liderança do sul do estado, Fernando foi prefeito da cidade por 5 mandatos e conquistou a admiração dos itabunenses. Que Deus conforte seus familiares e amigos neste momento”, escreveu Jerônimo em seu perfil oficial no Twitter.

Trajetória

Fernando Gomes Oliveira nasceu em 30 de junho de 1939 na cidade de Itabuna. Fez curso técnico de contabilidade em Itabuna e depois passou a atuar em atividades agropecuárias.

Filho de José Oliveira de Freitas e de Ester Gomes de Oliveira, ele começou a carreira política em 1973, aos 34 anos, quando foi convidado para assumir o cargo de Secretário Municipal de Administração, e ocupou a função até meados de 1976, quando decidiu candidatar-se à prefeitura do município.

Fernando é recordista de mandatos legislativos na história de Itabuna, foram cinco ao todo. A primeira iniciada em 1978 e a última, em 2017. Em 2020, ele não concorreu à reeleição, pois teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

O político também ficou conhecido no Brasil após dizer, em 2020, no auge da pandemia da Covid-19, que abriria o comércio “morra quem morrer”. Ainda no mesmo período, o ex-gestor afirmou que não houve “descaso” com vítimas da Covid-19 ao dar a declaração polêmica.

O político foi casado com Gislene Neiva Monteiro Oliveira, com que teve quatro filhos. Atualmente era casado com Sandra Neilma, com que tem duas filhas.

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