Líder do PT na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Tiago Ferreira acredita que uma eventual ausência do secretário de Saúde de Salvador, Décio Martins, na sessão agendada para o dia 2 de agosto, para que possa prestar informações sobre contratos da Prefeitura de Salvador, principalmente o firmado para gestão de um unidade de saúde, poderá levantar desconfianças quanto aos contratos firmados pela gestão Bruno Reis.
Na última terça-feira (19), em entrevista à rádio Metrópole, Décio reafirmou que consultará o prefeito antes de declarar se irá para Câmara em dois de agosto, respondendo a convocação aprovada em plenário ainda no mês de junho. Ele também ressaltou que os contratos da saúde são feitos dentro da norma e legalidade.
“Eu acho que quem não deve não teme. Se foi convocado, tem que comparecer. O papel fiscalizador da Casa tem que ser respeitado e não tem porque o secretário não comparecer para prestar informações, já que ele mesmo diz que não tem nenhuma irregularidade, se não tem, não tem porque ele não ir fazer os devidos esclarecimentos. A sua ida será uma sinalização de respeito aos vereadores”, destacou Tiago Ferreira.
Para ele, a ausência de Décio poderá gerar um problema institucional entre os poderes, pelo fato do ato, no atual contexto político, poder ser considerado como um desrespeito e até, como avalia alguns parlamentares, um crime de responsabilidade por se tratar de uma convocação e não de um convite.
“A Câmara convoca para tirar algumas dúvidas, se ele não vai, isso amplia a tensão entre poderes, até porque há uma disputa evidente, com relação ao presidente da Casa, que é candidato a vice de Jerônimo, e o outro lado, a gestão que apoia ACM Neto, e que poderá acirrar ainda mais. O secretario, como não deve, não tem porque não atender à convocação feita pelos vereadores”, reforçou Ferreira.
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