Pretas Pela Bahia se posicionam contra gestão municipal de educação em Valença (BA)  

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 Na tarde da última terça-feira (19) as Pretas Pela Bahia, pré- candidatura coletiva a deputada Estadual pelo PSOL (BA), foram surpreendidas pela notícia de que a pró Dulce Rodrigues, historiadora, pedagoga e a conselheira do Conselho Municipal dos Direitos Humanos e do Conselho Municipal da Mulher e membra do coletivo, foi exonerada da gestão da Creche Maria Celeste de Moura, instituição que, inclusive, foi fundada pela educadora cinco anos atrás .
 
A decisão partiu da secretária municipal de educação da cidade de Valença (BA), que presumiu que a pró Dulce, bem como duas cozinheiras e a auxiliar escolar, Gessica Sena, tiveram participação na divulgação de um vídeo que denunciou as condições precárias da creche a TV Aratu (SBT).

Após a repercussão do vídeo que mostra as duas auxiliares lavando pratos na área externa da instituição, o atual prefeito  da cidade, Jairo Baptista, reafirmou que a denúncia é falsa e que o espaço está funcionando perfeitamente, o que não reflete a verdade.


Demonstramos total repúdio sobre a medida adotada arbitrariamente pela secretaria em demitir as duas cozinheiras que tinham contrato de trabalho, bem como a decisão de transferir a auxiliar escolar Gessica Sena para um local ainda mais longe da sua moradia, e de afastar pró Dulce da gestão de uma creche que a mesma fundou e atuou arduamente para que as crianças tivessem um ensino de qualidade, sempre primando pela justiça e equidade.

Responsabilizaram mulheres inocentes, que lutam em defesa da educação, usaram indevidamente do poder que a população entregou, para abusar decidindo afastar boas profissionais de seus postos de trabalho.
 
As denúncias são recorrentes, diversos pais estão preocupados com a saúde e integridade física dos seus filhos, são vários os vídeos que retratam o mau funcionamento da creche, neles os tutores alegam não haver ventilação, tendo expostos restos de materiais de construção que inclusive, colocam em risco a vida das crianças, como vidros, tomadas sem proteção, além da entrada da creche não possuir grade e alguns banheiros não terem portas.

_ “No dia 28 de junho, o pessoal da secretaria de educação veio ate o espaço que estava funcionando a creche e nos obrigaram a mudar pra um novo espaço onde ainda não havia terminado a obra. Dia 11 de julho as aulas retornaram, mas a creche do novo espaço ainda não havia começado, pois a obra não tinha sido terminada. As mães sempre vinham até mim, me cobrando a volta das aulas, então marquei uma reunião com os pais para explicar o motivo pelo qual as aulas ainda não tinham começado, e, a partir dessa visita os pais filmaram o novo espaço e colocaram nas redes sociais. Após esse vídeo ser divulgado, o pessoal da imprensa da prefeitura veio até a creche e fez um video para as redes sociais dizendo que o que foi gravado pelos pais
era uma farsa. Em 19 de julho, fui chamada na secretaria de educação com minhas três colegas de trabalho, duas delas aparecem no vídeo. Chegando na secretária as meninas foram ouvidas e logo em seguida foram demitidas, já eu, fui exonerada do cargo. Minha maior indignação é por elas terem sido demitidas sem ao menos saberem que estavam sendo filmadas_”, contou Dulce.
 
Nós, pré-candidatas a deputada Estadual, nos solidarizamos com a nossa companheira pró Dulce Rodrigues, bem como essas mulheres que foram penalizadas injustamente, para o nosso coletivo, esse é mais um caso explícito da violência de gênero que assola o nosso país. Seguiremos em luta para que essa decisão seja revogada e os nossos direitos sejam assegurados.

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