Exclusivo: Ex-presidente do PROS Bahia cobra apuração rigorosa após jornal revelar compra de sentença: “é preciso que se investigue em âmbito nacional e estadual”

Jean Sacrameto

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Diante da denúncia de compra de sentença para obtenção do controle do Partido da Republicano da Ordem Social (PROS), em favor do atual presidente, Marcus Holanda, que assumiu o comando da sigla da sigla após o afastamento judicial do fundador do partido, Eurípedes Jr., revelada pela Folha de São Paulo, o ex-presidente da sigla no estado, o ouvidor da Prefeitura de Salvador, Jean Sacramento, cobrou apuração rigorosa do caso.

O conteúdo, obtido e divulgado pela Folha, indica uma tentativa da cúpula do partido de comprar por cerca de R$ 5 milhões uma sentença favorável do desembargador Diaulas Costa, da segunda instância, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em 2021.

“Devido às matérias sobre o caso, o que vejo, como ex-presidente, é que é que o afastamento do Eurípedes ocorreu de forma muito estranha. Um processo que ele venceu na 1º instância e antes de ser finalizado, na 2º instância, saiu uma decisão de afastamento dele da presidência. O presidente que assumiu não conseguiu juntar nem provas de que está filiado ao Pros a ao menos 5 anos, como manda o estatuto”, pontuou Sacramento. 

Eurípedes foi afastado em uma das fase de um processo que apura suposto enriquecimento ilícito com verbas do partido, além de lavagem de dinheiro.

O ouvidor de Salvador afirma que não lhe surpreende que uma denúncia como essa, de compra de sentença, venha à tona. Segundo ele, as provas apresentadas, aliadas ao fato da atual gestão não ter conseguido provar que Eurípedes recebeu ou usou recursos indevidos, só ratifica que o afastamento foi alcançado após um crime, o da compra de sentença.

“Para mim não é surpresa nenhuma essa denúncia e essas conversas sobre compra de sentença para o afastamento da executiva nacional e consequentemente de todos os presidentes estaduais. Vou aguardar os recursos e a decisão de instâncias maiores. Mas torço para que a verdade e a justiça sejam feitas, e que, quem tiver falando a verdade, fique à frente do partido. Essas denúncia de compra de sentença é grave, se comprovado, é preciso que se investigue não só em âmbito nacional, mas em todos os estados, como se deu essa distribuição de comando; saber o que de fato aconteceu para os afastamento. Se alguém cometeu crime, é preciso que pague na cadeia”, ressaltou Jean Sacramento.

Áudios e mensagens vazados apontam a negociação para a compra de uma sentença favorável aos líderes do Partido Republicano da Ordem Social (Pros) com menção à participação de Flávio Bolsonaro (PL), filho do presidente, e de Karina Kufa, advogada da família Bolsonaro.

O OFF News não conseguiu contato com a atual direção do PROS, que está é composta pelo presidente Alan e o vice Josimar.

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