Após o jornal Valor mostrar que a cúpula de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) vem debatendo a possibilidade de abrir mão de candidaturas do PL a governador em Minas Gerais e Bahia para se reaproximar de candidatos mais fortes nesses dois estados, o deputado federal e pré-candidato ao governo da Bahia, João Roma (PL), rebateu a notícia.
“Não corresponde aos fatos o que vem sendo veiculado na imprensa de que minha pré-candidatura estaria sendo avaliada pelo presidente Bolsonaro. A notícia plantada revela apenas à vontade de quem se sente ameaçado pelo crescimento da minha pré-candidatura que continua firme e forte ao lado do presidente Bolsonaro”, diz o pré-candidato a governador da Bahia com apoio do presidente da República.
Roma ressalta que esqueceram de ouvir o presidente Bolsonaro sobre o assunto. “Não se lê uma aspa dele. Falam por ele, quando sabemos que não é de seu feitio terceirizar suas posições”.
O pré-candidato bolsonarista reitera que não é ele que desiste de disputar eleição. “Só se vence eleição, disputando-a e depois de contabilizado o último voto. Mas tem gente que acha possível ser de outra forma. Ser eleito pelas pesquisas antes de outubro. Não tem coragem de enfrentar o que foge ao seu controle: a vontade do povo da Bahia”.
Segundo informações do Valor Econômico, em conversa com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o deputado federal Elmar Nascimento (UB) disse que a força de Lula (PT) na Bahia impede a possível aliança Neto-Bolsonaro em primeiro turno. No entanto, a retirada da candidatura do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), aumentaria a chances de eleição do ex-prefeito de Salvador no primeiro turno e, consequentemente, um resultante apoio a Bolsonaro no possível segundo turno contra o petista.



