O vereador licenciado de Salvador, Henrique Carballal (PDT), classificou como “demagógico” o discurso do prefeito de Salvador contra o ICMS.
Segundo o gestor da capital, o governo da Bahia é o único que cobra ICMS de empresas de ônibus.
“Ele não pode falar em redução de ICMS do combustível por parte do Governo do Estado quando ele quer cobrar R$400 milhões em outorga onerosa e ISS das empresas? Essa cobrança foi suspensa provisoriamente pela Câmara, após o ex-prefeito assinar um TAC no MP como forma de evitar a falência das empresas; porém, Bruno Reis anunciou a cobrança para o ano que vem. Ele apenas tenta empurrar o problema com a barriga por conta da eleição. Foi a incompetência de ACM Neto no processo que levou ao caos no transporte”, atacou Carballal.
O político, que atua na coordenação da chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) em Salvador, lamentou que o prefeito da capital da Bahia não queira sentar com o governo da Bahia para pactuar com o político.
“O governador chamou ele para negociar, se propôs a assumir as principais vias, em nenhum momento tem indisponibilidade de dialogar sobre ICMS, de apresentar um plano real de melhoria no transporte público na cidade. Até hoje Bruno não resolveu o passivo dos trabalhadores da antiga CSN, como ele fica querendo cobrar do governador? Ele deveria primeiro resolve o problema dele. Ele tem que deixar de coordenar a campanha de ACM Neto e cuidar da cidade. Quem paga outorga é o povo. O próprio contrato diz que o valor da outorga entra tarifa. Quem paga é o povo pobre, não é o empresário de ônibus. Bruno tem que abrir mão do ISS, da Outorga, e resolver o problema dos trabalhadores que não foram indenizados”, provocou Carballal.
O vereador pediu que o tema transporte público seja encarado com seriedade e não demagogia: “ele precisa de fato enfrentar o problema com a seriedade que exige e não criar palanque em cima da incompetência de ACM Neto. Para semana os trabalhadores da CSN vão estar na Câmara e Geraldo vai recebê-los para tentar solucionar. Vamos cobrar que Bruno desça do palanque venha defende o cidadão, ele deu a palavra que iria indenizá-los, cadê?”.
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