O vereador Sidininho (Podemos) cobrou, em entrevista ao OFF News, um retorno ao trabalhos dos vereadores da Câmara Municipal de Salvador.
Como mostrou o OFF News, no mês de abril só ocorreu uma sessão ordinária na Casa.
Entre os motivos da paralisação do Legislativo da capital da Bahia estão os processos abertos no Ministério Público e no Supremo Tribunal Federal contra reeleição de Geraldo Júnior (MDB) no comando da CMS e contra a única sessão aberta em abril, a qual vereadores aliados de Bruno Reis (UB) acusam de ter sido aberta sem quórum, o que é proibido por regimento. Há também questionamentos acerca do nova composição das comissões na Casa.
Enquanto não há sessões na Casa, o presidente da CMS segue em pré-campanha ao lado de Jerônimo Rodrigues em eventos pela Bahia.
“Eu dispenso qualquer força externa e não entendo que a justiça ou o MP vai resolver os problemas da Casa. O que o vereador tem que fazer é honrar seu mandato, discutir internamente assuntos da Casa e não para fora. Em abril tentamos abrir sessões, mas não teve quórum. O Vereador foi eleito para ir à Câmara trabalhar, honrar os seus votos, discutir e resolver os problemas da cidade. O que está ocorrendo é omissão, eles estão fugindo do compromisso com o povo”, criticou Sidininho.
O parlamentar do Podemos destaca que a Câmara Municipal de Salvador é um poder autônomo.
“Quero deixar claro, a Câmara é um poder legislativo, autônomo. Os assuntos da Casa devem ser discutidos dentro da Casa. Ao levar os problemas da Casa ao judiciário, os próprios vereadores enfraquecem a Casa. Volto a dizer, temos que hornar os nossos compromissos e trabalhar, ir para Câmara e não ficar se ausentando, se esquivando. Hoje existe na casa a Maioria, a Minoria e bloco Independente, e tem que respeitar. Quando a gente era minoria eles passavam o trator e aceitávamos, o bloco do governo precisa entender que o jogo mudou”, destacou o vereador e ex-líder do bloco de Oposição.
Não há na Ordem do Dia do site da Câmara Municipal de Salvador previsões de novas sessões em maio.
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