Entrevista concedida à Piatã nesta segunda-feira (25), o vereador licenciado de Salvador, Henrique Carballal (PDT), questionou os movimentos de vereadores para tentar derrubar à reeleição de Geraldo Júnior (MDB).
O União Brasil entrou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que Geraldo Júnior infringiu princípios democráticos ao alterar o Regimento Interno da Câmara Municipal de Salvador e Lei Orgânica do Município para se reeleger dentro da mesma legislatura.
“Alguns podem alegar que a motivação foi eleger Carlos Muiniz presidente da Câmara, podem levantar qualquer hipótese, mas nenhuma hipótese pode ser apontada como irregularidade, ilegalidade. O prefeito Bruno Reis anunciou que sabia que teria a votação”, lembrou Carballal.
O político do PDT ainda ironizou o fato dos vereadores governistas irem até o Ministério Público para alegar violação do Regimento da Casa.
“Eu queria que vocês vissem a foto dos vereadores em frente ao Ministério Público da Bahia, o rosto de constrangimento de vários. Quando você participa você legitima o processo, e isso tem que ficar claro. Eles participaram, eles votaram, eles legitimaram. Eu estava no dia da votação. Fui eleitor e participei do processo. Tem alguns aspectos que precisam ser levados em consideração. Quando anuncia (a chapa) aí vem essa ação estapafúrdia. Chega a beirar a babaquice. É um negócio ridículo” ironizou o político.
Segundo Carballal, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), encabeça o movimento coordenado de sua base contra Geraldo Júnior. O motivo segundo ele é um receio de Carlos Muniz, 1º vice-presidente da Casa, de assumir o comando da CMS caso Geraldo Júnior se eleja ao lado de Jerônimo Rodrigues (PT): “Bruno Reis está imaginando como vai governar com Carlos Muniz que é um trator. Vai ter que andar na linha certinha, pois Geraldo é mais maleável, é mais de negociação. Já Muniz é osso duro de roer”, provocou Henrique Carballal.
O edil tratou do líder do governo, Paulo Magalhães Júnior (UB), que foi alvo de rumores de que perderia o cargo com o retorno de Kiki Bispo ao Paço Municipal:
“A forma como estão fazendo com Paulo Magalhães é muito ruim, pois fica parecendo que era um líder bobo, que deixou passar, que não viu o que estava acontecendo, que agora está vindo um outro que vai tomar conta. O que é isso? É preciso respeitar as pessoas. Inclusive declarei solidariedade a ele e repito: independentemente das bobagens que ele vem fazendo recentemente, queria deixar claro que o que estão fazendo com ele é fritar a liderança dele na Câmara”, manifestou o parlamentar do PDT.
O vereador licenciado do PDT minimizou o retorno de Kiki Bispo (UB) para Câmara e alfinetou: “O vereador pode fazer interlocução com seus colegas ou com a sociedade no cargo ou no espaço que você tiver. Então, pra mim não muda absolutamente em nada a presença de Kiki, a não ser mais um chorando, mais um tentando fazer reclamação nesse periodo pelo avanço que Geraldo Júnior vem conduzindo”, concluiu.



