O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto (PL), preso no esquema do Mensalão, que preside o PL, afirmou em ato de filiação da deputada bolsonarista Carla Zambelli ao partido, que é preciso fazer tudo que Jair Bolsonaro pede “para retribuir tudo que ele fez” pela sigla.
Carla Zambelli é membro do núcleo ideológico dos parlamentares bolsonarista e fez campanha como crítica ferrenha ao Centrão, partido ao qual hoje se une.
Bolsonaro também prometeu na campanha não fazer acordos com o Centrão, mas se entregou ao grupo no seu 2º ano de mandato, colocando os seus indicados como ministros e nos melhores cargos, além de inflar os valores repassados para o grupo via RP9, o chamado Orçamento Secreto.
“Fico pensando na sorte que tivemos de recebê-lo no nosso partido. Passei 30 anos correndo atrás de deputado para o meu partido crescer. Fiquei 8 anos brigando com o FHC, fizemos aliança com Lula e nosso partido cresceu, depois veio uma trombada, nós fomos para o buraco e crescemos de novo, mas nunca pensei que chegaríamos onde chegamos. O eleitor de Bolsonaro é fiel e aconteça o que acontecer o resultado vem. Temos que ser fiéis ao Bolsonaro e fazer tudo que ele pede. vamos enfrentar todos para podermos retribuir o que ele fez por nós”, disse Valdemar que ainda responde a processo pelo Mensalão.
Valdemar disse ainda que Bolsonaro vai ter tempo de mostrar o que fez pelo país: “nós conseguimos aprovar as leis das inserções e as nossas serão em junho. Bolsonaro vai ter 40 inserções em horário nobre”.
A estratégia bolsonarista é que um mesmo grupo de candidatos utilize número idêntico na urna eletrônica em todo o país para aumentar as chances de que sejam eleitos. Ou seja, o mesmo número que Zambelli utilizará em São Paulo, será usado por ex-jogador de Volei Maurício Souza e o cantor Netinho.



