No primeiro item da pauta de votações da Câmara dos Deputados desta quinta-feira (10) está o requerimento, assinado por líderes e ex-líderes de 16 partidos, que pede a tramitação em caráter de urgência do projeto de lei apresentado pelo deputado pastor Sargento Isidório (Avante-BA) que proíbe o uso da palavra “Bíblia” fora de contexto aceito por religiões.
“Fica terminantemente proibido os termos ‘Bíblia’ e/ou ‘Bíblia Sagrada’ em qualquer publicação impressa ou eletrônica de modo a dar sentido diferente dos textos consagrados há milênios nos livros, capítulos e versículos utilizados pelas diversas religiões cristãs já existentes, seja católica, evangélica ou outras mais que se orientam por este livro mundialmente lido e consagrado como Bíblia”, diz o primeiro artigo do projeto.
Ao apresentar a proposta, o deputado Sargento Isidório disse que uma de suas motivações foi vetar a elaboração de uma bíblia gay. “Veja o absurdo: há indícios que tal livro pretende tirar as referências que condenam o homossexualismo. Seria uma verdadeira heresia e total desrespeito as autoridades eclesiásticas”, diz o texto.
Um dos críticos da bíblia gay, o pastor Abílio Santana, que também é deputado federal, chegou a ser processado por pastores gays por críticas à retirada do trecho que trata de condenações contra homossexalismo na bíblia gay.
O segundo e último artigo do projeto de lei determinam como punição o enquadramento nos crimes de estelionato — pena de 1 a 5 anos de prisão — e de discriminação religiosa — até um ano de prisão. O requerimento de urgência abre caminho para que os deputados votem o mérito da proposta sem a necessidade de ela passar pelas comissões da Casa.



