O deputado federal Zé Neto (PT) utilizou uma rede social para criticar o fim da contratualização de leitos Covid e para outras especializadas promovido pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana.
“Em plena pandemia, Município de Feira encerra contratação de leitos de UTI do Hospital Dom Pedro que atendiam a pacientes de Covid-19. Além do fechar o atendimento dos leitos do Hospital Dom Pedro, a Prefeitura de Feira vem reduzindo a contratação de exames de cardiologia e outras especialidades na unidade, seguindo uma política absurda de redução drástica do atendimento de saúde municipal, como já vinha fazendo há anos com cirurgias gerais, infantis e ortopédicas”, criticou o petista.
O político pontua que, ao abrir mão da contratualização, o município acaba por sobrecarregar sua própria rede, que não tem dado conta de fazer o atendimento aos moradores de Feira e dos distritos.
“Com mais essa decisão da gestão municipal, o HGCA segue segurando sozinho grande parte da demanda hospitalar em UTI e atendimento cirúrgico e geral na rede pública de saúde da cidade, o que sobrecarrega a unidade, que também dá suporte a toda a macrorregião. Não esquecendo que vem dos políticos ligados a atual gestão municipal grande parte das críticas à regulação de pacientes. Será que o município não se dá conta de sua responsabilidade no atendimento de saúde da população e que sua omissão gera crescimento de demanda na regulação?”, questionou o parlamentar do PT.
O deputado federal pontua também que a descontratualização com o hospital que é gerido pela Santa Casa provocará impacto na instituição.
“O Hospital Dom Pedro de Alcantara é gerido pela respeitada Santa Casa de Misericórdia de Feira e é uma importante unidade de referência para a saúde de Feira e região, que recentemente instalou 10 novos leitos de UTIs e para tanto teve o apoio decisivo do nosso mandato e do Governo do Estado, que cedeu 06 respiradores, 20 camas elétricas, 40 bombas de infusão e insumos hospitalares. A suspensão da contratação dos leitos de UTIS pela Prefeitura inviabiliza o funcionamento regular desses leitos e gera a demissão direta de 20 funcionários, além de outros prejuízos para a gestão hospitalar da unidade”, pontuou Zé Neto.


