O senador Jaques Wagner (PT) reinterou, durante reunião com deputados federais e estaduais do PT, nesta segunda-feira (28), que não será candidato a governador da Bahia.
Como mostrou um OFF News, para criar um clima de pressão para reunião com o objetivo de fazer o petista mudar de ideia, membros do partido e de siglas da base fizeram uma grande mobilização em defesa de sua candidatura. Entretando, apesar do ato ter tocado o político, ele reiterou na reunião que não pensou e não pensa em voltar atrás de sua decisão de não concorrer.
“Ele reiterou que não vai ser o candidato, manteve a posição não ser. A novidade boa é que estamos construindo a candidatura própria do PT e com certeza teremos apoio de Wagner para essa candidatura. Há muito tempo que ele vem falando da renovação, de novos quadros, e tem a questão da campanha de Lula, ele falou da necessidade de estar mais colado na candidatura Lula. Nós temos nomes que podem substituir nesta tarefa. A reunião foi muito boa, no sentido de ter unidade do partido em torno construção da candidatura própria e da de nosso senador Otto Alencar à reeleição e a importância do governador ficar até o final conduzido governo na sucessão”, destacou Jorge Solla.
Questionado sobre os motivos apontado pelo senador para não ser candidato, o deputado federal do PT respondeu: “ele trabalha em duas frentes. Em uma alegou de razões fórum pessoal e na outra sobre o desejo contribuir mais no governo do presidente Lula, um tarefa no plano nacional, é um plano de um desejo individual, mas legitimo. Ele acha que se for candidato a governador, sendo eleito, vai ter mais dificuldade de estar ajudando o presidente. Ele falou da necessidade de renovação. Ele já foi governador em duas gestões, acho que ele aposta mais na linha renovar, colocar outros nomes para esse desafio e isso positivo, o fato dele não querer se perpetuar em tarefa de direção”.
Segundo Solla, Wagner garantiu que estará ao lado e fará campanha para o nome a ser apresentado pelo PT para cabeça de chapa.
A afirmação do parlamentar é a prova de que apesar da desistência de Wagner, a maior parte do PT não aceita que Rui Costa deixe o governo para ser candidato a senador.
“Otto tem reiterado o desejo de ir para reeleição, ele tem feito um grande trabalho como senador e todos nós sentimos bem representados e estaremos na linha de frente para ajudá-lo à reeleição. Wagner ficou até o final, garantido continuidade e sendo grande timoneiro da sucessão, é uma tarefa importante e esperamos que o governador Rui Costa possa fazê-la. Ele tem um grande potencial, com certeza o presidente Lula irá convidá-lo para integrar seu governo”, sinalizou Solla.
O político afirma que não houve uma discussão de nomes na reunião e pontua que o debate só deverá ocorrer na reunião da executiva, que deve ser realizada ainda nesta semana.
“Não avançamos na discussão de nomes. Os discursos foram na direção de eleger Otto senador e termos uma candidatura própria, não discutimos nomes. Depois de hoje, onde Wagner deixou bem claro que não é esse caminho [concorrer] que está querendo trilhar, que expôs claramente o seu desejo de construir uma candidatura própria com outro nome do PT, é bom deixar claro que ele colocou que irá defender o nome que o partido apresentar para campanha eleitoral. Nós vamos reunir os integrantes da executiva e ver os desdobramento, creio que essa semana ainda, e aí afunilar o debate acerca dos nomes. Vamos caminhar nesta direção. A mobilização foi grande, intensa, e mostrou o quanto ele é querido, e não só pela militância do PT, mas de diversos setores que reconhecem o papel que ele teve e continua tendo como o principal líder politico das esquerdas na Bahia”, avaliou Jorge Solla.



