O deputado federal e presidente nacional do Progressistas, Claudio Cajado, se animou com a tese de João Leão ser governador da Bahia por nove meses, em troca de ceder um lugar na chapa para o governador Rui Costa.
A tese tornada pública pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT) já começa a ganhar força nos bastidores. Nela, Otto Alencar (PSD) seria deslocado do Senado Federal para vice, Jaques Wagner (PT) se manteria na cabeça de chapa, mas teria Rui Costa (PT) como o nome para o Senado.
A tese do chamado 13-13-13, que vai do presidente Lula ao governador Jaques Wagner, passando pelo senador Rui Costa, é baseada principalmente nas boas avaliações dos três na Bahia, demonstrada em pesquisas.
Além do governo, o PP ganharia apoio para expandir suas bancadas e, em caso de vitória, ainda teria secretarias sobre sua influência e a suplência no Senado Federal.
“Essa tese de deixar Leão como governador até final e robustecer o partido com novos quadros, aí nos temos uma moeda de dois lados:, a majoritária e a proporcional. Tão importante quanto majoritária é a nossa prioridade de reeleger os quatro deputados federais. Leão como governador atende nós da majoritária, e aí veríamos como comporíamos com Leão depois. Leão é um quadro indiscutivelmente testado, aprovado, e penso que poderia discutir depois um espaço que Leão teria, isso não seria um entrave. Leão concluindo o governo, nós ficamos satisfeitos”, destacou Cláudio Cajado.
O político avalia que o maior desafio para o grupo não será o de enfrentar uma candidatura competiva como a de ACM Neto, que lidera os levantamentos eleitorais até aqui, mas é o de manter todos do grupo contemplados e felizes, de modo a não provocar racha na aliança que governa o estado há quase 16 anos.
“Temos que ter em mente que todos tem que ceder, porque se ficar do jeito que está… criar uma chapa em que não tenha a vontade dos partidos, em que todos não se sintam atendidos, isso provoca uma entrada na eleição com ruídos, e nunca é bom entrar ruindo em uma processo eleitoral. ACM Neto, ele é um candidato que aparece bem nas pequisas, mas tendo esse grupo, se mantiver unido, com o trabalho que temos ao longo de todos esses anos, inclusive com a participação importantíssima do PP, penso que nós ganharemos essa eleições até de uma forma tranquila; não é querendo demostrar soberba, nada disso, não é soberba, é uma avaliação com base nos resultados dos governos, que são extremamente meritórios”, explicou o presidente nacional do PP.
Cajado classifica como um erro de principiante achar que os resultados das pesquisas de hoje terão reflexos nas urnas.
“O governo hoje, com as ações em feitas e em curso, com as resposta positiva que recebemos; e o governo não é só Rui Costa não, é o PSD de Otto, é o PP nosso, o PCdoB, o PSB, esses coligados que dão suas contribuições para construirmos um trabalho realmente elogiável; isso não sou eu que estou dizendo, isso todas as pesquisas dizem. Subestimar essa força, acha que nós não teremos chance vitória diante quadro das pesquisas eleitorais que se apresentam, é um erro de principiante”, opinou Cajado.



