O deputado estadual do PT e líder do governo Rui Costa na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT), negou, em resposta ao OFF News nesta quinta-feira (17), que tenha articulado junto ao bloco de Oposição uma falsa polêmica com relação à composição da CPI da Coelba para sepultar a investigação contra empresa de energia controlada pelo grupo espanhol.
O objetivo da CPI da Coelba é apurar o serviço prestado pela concessionária de serviço público, principalmente em cidades do interior e nas áreas zona rural, que segundo apurou Tum (PSC), autor do requerimento, tem sofrido com apagões e intermitência.
A comissão era para ser instalada em novembro, mas ainda não iniciou o trabalho, quase quatro meses depois, por conta de uma empurra-empurra do bloco de Oposição e de Governo com relação a cargo.
A Oposição acusa o governo de querer controlar os trabalhos da CPI da Coelba para inviabilizar uma investigação séria. Para isso, o bloco comandado com Rosemberg quer a relatoria e a presidência.
Rosemberg alegou que o bloco de Oposição não tem número para controlar os trabalhos e que ele já está contemplado com a relatoria, que será feita por um parlamentar que é de um partido da Oposição.
Coincidência ou não, os movimentos para instalação da CPI da Coelba esfriou de vez após o governador da Bahia, Rui Costa, tecer elogios para Coelba pelo apoio dada às vítimas da enchentes na Bahia. A empresa doou colchões, camas e eletrodomésticos.
“A base do governo fez a sua parte e indicou seus nomes, a Oposição não indicou. O regimento interno da Assembleia não permite que o líder do governo faça outra coisa a não ser indicar os nomes de seu bloco. Não tenho poder para indicar nomes que não sejam da base do governo”, ressaltou Rosemberg nesta quinta-feira ao OFF News.
Procurado, o líder do bloco de Oposição, o deputado Sandro Régis, disse que não irá comentar sobre o assunto.
Paralisação
Autor do pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar a atuação da Coelba, concessionária que monopoliza o fornecimento de energia elétrica na Bahia, o deputado estadual Tum tem cobrado de seus pares, sobretudo as lideranças do governo e da oposição, a instalação do colegiado.
A CPI, que teve a assinatura de 44 deputados, mais que o dobro do mínimo necessário, já teve aval do jurídico da Alba e a autorização da presidência da Casa para ser instalada.
No entanto, afirma Tum, há uma ala dentro da Alba que trabalha, desde novembro de 2021, quando foi apresentado o pedido à mesa diretora, para criar empecilhos ao funcionamento da comissão. “Primeiro foi aquela reunião a portas fechadas, que tentaram realizar para abafar a CPI. Agora, mesmo com parecer favorável e o apoio do parlamento e da população, não avançamos um centímetro sequer e isso não deveria ser visto com normalidade”, afirma o deputado.
Ainda para Tum, a morosidade dos líderes do governo, deputado Rosemberg Pinto (PT), e da oposição, Sandro Régis (UB), para definir os nomes que farão parte da mesa diretora da CPI, além da guerra de narrativas na imprensa, “podem transformar a iniciativa da comissão num jogo mesquinho, da pequena política, onde a Coelba ganha e só quem perde são os baianos”.
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