Exclusivo: De briga pública contra deputado estadual a inclusão de Lídice em seus ataques, Marcelo Nilo provoca constrangimento e abre crise sem precedente no PSB Bahia

Marcelo Nilo

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Os ataques do deputado Marcelo Nilo (PSB) e seu ‘bate-boca’ como parlamentar estadual Alex Lima (PSB), na noite da última segunda-feira (8), durante entrevista à Rádio Piatã, com direito a ataques pessoais de ambas as partes, provocou revolta e indigação entre políticos, prefeitos e até na militância do PSB na Bahia.

Nilo acusou Lima de ser “pau mandado”, disse que ele “inventou doença” como pretexto para não concorrer em 2022, para esconder o fato de “não ter voto para se eleger”.

Irritado com a tréplica do deputado após suas falas em uma rede social, lida ao vivo, o coordenador da bancada de deputados federasi e senadores lembrou do episódio do ex-BOPE Adriano da Nóbrega, miliciano do Rio de Janeiro cuja polícia baiana apurou ter se escondido em uma fazenda de posse do irmão do deputado estadual do PSB, em Esplanada, antes de ser morto por suposto confronto.

“Ele deve estar preocupado com a fazenda do irmão dele, onde estava o bandido, Adriano da Nóbraga. Adriano que foi morto na Bahia estava na casa do irmão Alex Lima em Esplanada. Ele fica me agredindo, é pau mandado, se fosse político teria voto, não é candidato porque não tem voto. Alex, prefiro lembrar de quando você me ligava pedindo voto… Você é pau mandado, prefiro responder ao seu chefe. Procure seu lugar, você é um derrotado. Foi eleito com ajuda de Rui Costa, e depois ficava falando mal de Rui Costa pelas costas, ele ele soube e tomou seus votos, não tem condições de ser deputado estadual”.

O deputado Alex Lima rebateu chamando Marcelo Nilo de “doente” e “impotente” em uma rede social.

Ele também disse que o miliciano morto em confronto com policiais baianos era melhor que o cacique do PSB:

Constrangimento

A avaliação interna é de que Marcelo Nilo (PSB) já escolheu seu caminho, mas enquanto não migra de lado e partido, ele seguirá com sua escalda de ataques citando o PSB, o que na visão de membros é um ato de desrespeito para com a sigla que o acolheu.

Nilo tem usado suas entrevistas para expor suas mágoas e divergências e, para legitimar suas críticas, tem colocado o PSB no olho do furacão ao citar lídice e o espaço do partido para atacar Wagner e o PT, o que tem gerado constrangimento e indignação.

“Ele fala essas coisas contra o governo, cita o PSB, fica constrangendo o partido ao invés de sair logo. Fala que não quer sair, que tem boa relação, mas deixa o partido em situação constrangedora. O atrito com Alex foi muito ruim, principalmente pelo nível baixo, com ataques pessoais, isso é muito ruim. Ele quer seguir para o lado de lá, que deixe o partido. Ele diz que vai sair, depois que não vai, fica nessa enrolação: “ah, se Neto me chamar”, ele que tome uma decisão, que vá e lute pelo seu espaço. O que não é justo é ele ficar constrangendo o partido publicamente. O PSB tem lado, não quer ficar, que vá para ACM Neto. Essa situação está provocando indignação no no partido todo: nos quadros históricos, na militância, prefeitos, deputados, está todo mundo constrangido”, criticou uma fonte ligada ao partido, que pediu para não ser identificada.

Questionado sobre as falas de Nilo, que afirmou na entrevista que só sairá da sigla se a “executiva nacional” ou se “ele” quiserem, a fonte afirmou: “quem abre o processo somos nós, mas a decisão passa pela nacional. Acreditamos que não deva levar até essa consequência, que ele vá tomar lado dele. Ele não diz que tem uma relação de amizade, carinho com Lídice, pois em respeito a ela ele deveria preservar o partido e ir fazer o jogo dele fora. Nós não precisa estar no meio disso, fomos muito correto e cortez com ele, todo o tempo, está na hora dele ir fazer o movimento que quiser fazer”.

Questionado se há clima para Nilo continuar após a série de ataques, a fonte do PSB foi categórica: “Eu acho que não tem mais volta, agora é ele preparar o caminho dele e liberar a gente”.

Decisão

Ex-presidente do PSB Salvador, o vereador Sílvio Humberto (PSB) avalia que os posicionamentos de Marcelo Nilo envolvendo o PSB e sua briga pública com o deputado Alex Lima (PSB) provocou um clima de mal estar na legenda.

“Gera um constrangimento. Eu até acompanhei algumas coisas de Nilo, participei da reunião da executiva estadual em que ele estava, mas ele não tinha definido [sua saída], ele está nessa indefinição. Eu prefiro não entrar nisso, é uma decisão de foro íntimo, não vejo nada de ideológico. A decisão segundo ele é por estar se sentido insatisfeito, preterido. Não vi nada de cunho ideológico, em função de um outro projeto. É ele as circunstâncias. Ele é um político bastante experimentado, tem uma vida pública longa e sabe bem o que está fazendo”, destacou Humberto. 

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