Após o racha na base ideológica do Bolsonaro, o deputado federal e filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, admitiu nesta quinta (20) que Abraham Weintraub foi enviado aos Estados Unidos e empregado com salário milionário no Banco Mundial para evitar sua prisão.
Weintraub estava na mira do Supremo Tribunal Federal por ataques contra Corte. Após ter sido divulgado o vídeo da reunião em que ele chamou os ministros de STF de vagabundos, a sua prisão tinha virado questão de tempo à época.
“Por mim botava esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF”, bradou Waintraub na reunião.
No Twitter, ao ser provocado por um seguidor, Eduardo rebateu: “Se endossássemos prisões arbitrárias Abraham jamais teria ido aos EUA junto com seu irmão”.

Saída
Weintraub anunciou que deixaria o cargo de ministro da Educação em 18 de junho de 2020, o mesmo dia em que Fabrício Queiroz foi preso na chácara de Frederick Wassef em Atibaia. Ele viajou aos Estados Unidos ainda como ministro, semanas depois de Celso de Mello, então decano do STF, quebrar o sigilo sobre a reunião ministerial.
Waintraub quer ser escolhido por Bolsonaro para disputa ao governo de São Paulo. Para isso, ele passou a atacar o governo e sua relação com o Centrão.



