O senador Angelo Coronel (PSD) afirmou em entrevista à Globo News que não vê uma pressão do Palácio do Planalto para sepultar CPMI das Fake News.
O parlamentar já comunicou que irá centrar as investigações no uso de fake news nas eleições de outubro de 2022.
“Ninguém do governo entrou em contato comigo [para barrar]. É muito difícil o governo impedir porque a CPMI já foi instalada. Ela está hibernada em virtude da pandemia, quando o presidente Rodrigo der o start com base na questão sanitária, vamos retomar. Somos uma CPI grande, 16 titulares, 16 suplentes entre senadores e deputados, teremos que ter uma estrutura maior. O governo não tem o que fazer, tem que simplesmente acatar pois é algo que foi aprovado lá atrás, não estamos fazendo nenhum requerimento novo para ser apreciado”, explicou Coronel à Globo News.
O presidente da CPMI das Fake News avalia que o governo Jair Bolsonaro não deve ficar preocupado com os trabalhos da colegiado, ele destaca que quem deve se preocupar é quem planeja cometer os crimes de divulgar notícia falsa e\ou de fazer ataques contra honra: “o governo não tem que estar preocupado; a partir do momento em que o governo estiver preocupado com fake news, que é coisa que vamos centrar em cima das eleições deste ano, se alguém quer impedir, está querendo ser réu confesso por antecipação; quem é contra é porque está preocupado: “não pode ter CPMI para não nos fiscalizar”.
O senador do PSD afirmou que será montada uma força-tarefa da CPMI das Fake News com o Supremo Tribunal Federal, Tribunal Superior Eleitoral e Polícia Federal: “Intercâmbio com a PF, STF, TSE e CPMI, para que esses órgãos se transformem em canais para receber denúncias que serão investigadas com celeridade. Espero que sejam eleições limpas e que as redes sociais sejam para divulgar candidaturas não utilizando de artifícios, de calúnias para depreciar adversários”.



