Em entrevista à Jovem Pan de Maringá, Sergio Moro voltou a criticar a postura de Jair Bolsonaro contra o combate à corrupção e disse não concordar com as indicações do presidente tanto para PGR como para o Supremo.
A indicação de Augusto Aras foi contemporânea à gestão Moro. A nomeação de Kássio Marques só ocorreu meses após a saída do ministro da Justiça, em abril de 2020, e a de André Mendonça se deu no fim do ano passado.
“Nada disso passou por mim ou contou com a minha concordância”, destacou o ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.
O ex-juiz também disse que Bolsonaro rejeitou suas sugestões de veto a artigos do projeto anticrime inseridos pela Câmara e só sancionou a lei na véspera do Natal de 2019: “para esconder que estava fazendo coisa errada”.



