O cantor Netinho, que participa do núcleo duro do bolsonarismo no país, pode embarcar a qualquer momento no partido de Roberto Jefferson, o PTB, para concorrer a uma das cadeiras da Câmara dos Deputados pela Bahia, em 2022.
Netinho conta com o apoio pessoal de Jair Bolsonaro para se eleger deputado.
Após O Globo cravar que ele iria se reunir nesta quinta-feira (13) com a presidente do PTB, Graciela Nienov, para se filiar à sigla, o OFF News procurou o diretório da Bahia para saber se ele está encabeçando o processo de filiação.
O presidente Gean Prates, presidente do PTB Bahia, elogiou Netinho, mas afirmou que ele ainda não se filiou na Bahia e que ainda não havia sido informado de uma eventual filiação em outro local.
“O Netinho ainda não se filiou, muito embora nós já tenhamos conversado, mas não tivemos uma oportunidade, por conta da agenda dele, de nos encontrarmos pessoalmente para efetivar essa filiação; mas você pode ter certeza que o PTB se sentiria muito honrado se Netinho vier a fazer parte do partido. É um cidadão do bem, um rapaz extremamente trabalhador, um ser humano excepcional é são esses valores que precisamos agregar aos partidos políticos”, exaltou Prates.
O presidente do PTB no estado disse conhecer pouca gente que tenha a “grandeza” do ex-cantor bolsonarista: “Eu conheço pouca gente que tenha a grandeza de Netinho. Alguém que já passou por percalços na vida e que conseguiu superá-los porque tem um propósito divino, Deus tem um propósito divino para ele com certeza e as portas do PTB estão abertas para ele; mas já começamos a conversar sim e eu tenho certeza que ele virá e com certeza será um dos grandes nomes do partido”.
Desde 2020, quando se aproximou do presidente, Netinho passou a defender o governo e criticar colegas músicos e artistas em suas redes sociais.
Em maio de 2021, durante um ato em defesa do presidente Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal, Netinho cantou trecho de Milla, canção que o consagrou, e acabou recebendo um processo de um dos compositores da canção, Manno Góes, crítico de Bolsonaro e que não aprovou o uso de sua composição na presença do presidente. Ele chegou a chamar o cantor de débil mental.



