O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou em live do OUL, na manhã desta terça-feira (11), que no governo do presidente Jair Bolsonaro não existe planejamento, organização e capacidade gerencial.
Questionado se a ausência do presidente na Bahia, durante os períodos críticos das enchentes, teria sido motivado pelo fato dele ter uma bauxa votação no estado, gestor avaliou que é um dos motivos que pode explicar.
Citando as enchentes como exemplo, que agora atinge o estado de Minas Gerais, o gestor da Bahia criticou a ausência de planejamento para situações de crise.
“Eu diria que isso pode ser um componente [baixa votação]; de fato, dos 417 municípios, ele ganhou em apenas em 4. Acho que o problema maior é a falta de empatia do presidente. O governo não tem projeto, organização, capacidade gerencial, o pais está à deriva. Até porque Minas sofre agora o que a Bahia sofreu há semanas e não há um movimento do governo de apoio a Minas, como não houve em outros episódios. Na minha opinião, não há governo”, criticou Rui Costa.
Em tom de ironia, o chefe do executivo estadual criticou o fato do governo nem cumprir o que é sua obrigação: a manutenção das estadas federais.
“Não cuidam até do que é obrigação. As estradas federais, nunca, nos últimos 30 anos estiveram tão prejudicadas como estão agora. A BR que liga 116 a 101, ela está rompida na altura de Ubatã e até agora não há nenhum movimento para recuperar a estrada. Como a BR 242, que liga oeste, o agronegócio, milho, soja, grão, ao porto, a estrada está completamente destruída, não há aporte do Dnit. O DNIT da Bahia tem o menor orçamento de muitas décadas”, criticou o governador da Bahia.
O governador ironizou o fato do presidente ter vindo à Bahia, em 2021, para inaugurar um trecho de 18km, de 160km que estão sendo recuperado há mais de cinco anos, da BR 101.
“Não sou dado a retórica e nem bravatas. Eu gosto, e quem me conhece sabe, dizendo que tenho um governo técnico, gosto citar fatos e dados, sobrepõe qualquer discurso. O presidente veio aqui inaugurar um trecho da BR 101, de Feira até a divisa de Sergipe, trecho que tem 160 km e que começou a ser duplicado no governo Dilma, em 2015. Ele veio inaugurar 18km, de 2015 a 2021, em seis anos, conseguiram fazer 18km de 160. Os números e dados falam por si só. Qualquer caminhoneiro que passa pela BR242, principal estrada para ir a Brasília, está completamente esburacada; na Chapada Diamantina, a BR 101 extremamente esburacada. Fatos falam mais alto do que qualquer retórica ou discurso. Não tem plano de saúde, educação, logística, o que foi feito forma lenta e retardada, tocar o que estava em andamento governo Dilma”, pontuou Rui Costa.



