O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a atacar, nesta segunda -feira (10), diante de apoiadores, o ex-juiz da Lava Jato e seu virtual adversário na disputa à Presidência da República, Sérgio Moro (Podemos).
Bolsonaro disse que tinha poder de veto em quaisquer nomeações e criticou a dificuldade que teve em barrar em 2019 a escolha de Ilona Szabó como suplente do Conselho Nacional de Política Penitenciária. Segundo o presidente que disse que Moro teria “carta branca” ao convidá-lo para o ministério, o então ministro da Justiça e Segurança Pública estava achando que era o dono do ministério.
“No início do governo, ele botou lá uma senhora, Iloana, que, quando eu vi, falei: ‘Essa senhora aqui não tem nada a ver com o que a gente defende. As posições delas são bastante progressistas’. Passei três dias para demitir essa mulher, ele passou a achar que era o dono do ministério”, criticou Bolsonaro.
O presidente ainda voltou a dizer que Moro condicionou a substituição do diretor-geral da Polícia Federal a uma indicação para o Supremo Tribunal Federal. Moro nega e acusa o presidente de usar essa narrativa para desvirtual o real motivo de sua saída, que foi a tentativa de Jair Bolsonaro de interferir no alto comando da PF para impedir um avanço contra seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas), investigado por rachadinha.
“Na véspera, quando ele teve comigo, ele disse que aceitava mandar embora o diretor-geral só em setembro, quando eu o indicasse para o Supremo. Que petulância. Confesso que acreditei nele no começo, como muitos acreditaram”, atacou Bolsonaro.



