Os ministros do governo Jair Bolsonaro (PL) que participam da força-tarefa na região sul e extremo sul da Bahia, onde estão concentrados os municípios mais afetados pelas chuvas, destacaram, durante coletiva no início da tarde desta terça-feira (28), as ações adotadas no apoio e assistência aos afetados pelas enchentes.
Nas falas, os ministros reforçaram pedidos de Jair Bolsonaro (PL), que está sendo criticado por estar curtindo férias no Espírito Santo e não visitando os locais afetados pelas chuvas na Bahia, durante maior tragédia de sua história.
“O quanto antes trabalhar para reconstruir a Bahia, que contará com o empenho de todos nós. O presidente Bolsonaro falou com o presidente do Banco do Nordeste, Banco do Brasil – que me ligou para dizer Fundação Banco do Brasil está também participando de esforço para ajudar os municípios com questões humanitária -, o BNDES está liberando linha de crédito, porque terá um esforço muito grande passado o momento de dificuldade, para retomar o desenvolvimento nessa região que vai carecer de muito investimento, mas também de esforço e sacrifício redobrado do povo baiano com apoio de todos nós”, destacou João Roma.
O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, também afirmou que Bolsonaro “tem acompanhado todos os dias os processos”.
“O presidente Bolsonaro tem acompanhado todos os dias os processos, tem nos orientado. Estamos fazendo a parceria necessária com o governo da Bahia, nossa missão constitucional é apoiar o governador e a sua equipe, a Defesa Civil da Bahia, para que possamos reestabelecer a normalidade e acolher os desabrigados pela catástrofe”, ressaltou Marinho.
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, expressou sua preocupação com as crianças e citou multirão para garantir que os direitos sejam preservados: “a preocupação das crianças sem documento. Vamos trabalhar na prevenção do desaparecimento de crianças, de crianças circularem sozinha e delas estarem sem documentos; então a PRF vai participar de um grande mutirão com a gente para garantir os direitos das crianças”.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também citou o pedido do presidente para o empenho de esforços e ressaltou que o “Ministério Saúde está à absoluta disposição para dar suporte”.
“O Presidente Bolsonaro me ligou, pediu que envidasse esforços, que não faltasse na relação com o povo da Bahia, com o extremo sul e sul. Hoje mesmo o Ministério da Saúde editou uma portaria no valor de R$12 milhões para áreas afetadas pela enchente. Para Bahia foram mais de R$7 milhões e esse valor foi repassado fundo a fundo. Mais de uma tonelada de insumos. Vamos reforçar vacina gripe com 100 mil doses; vacinas da hepatite A, assistência para acidentes com animais peçonhento. Médicos da conta nacional, emergentista vão começar a chegar. Traremos cerca de 90 médicos”, destacou Marcelo Queiroga.
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), que participou da coletiva, falou em prejuízo de R$ 1 bilhão.
“Começamos a fazer a estimativa de quando a água começa a baixar, do estrago feito. Nossa Secretaria de Infraestrutura está estimando em cerca de R$ 300 milhões o valor para recuperação de alguns trechos de estradas, pontes, estruturas danificadas. Volume semelhante deve ser necessário para a área urbana e estimamos 5 mil casas que precisarão ser reconstruídas. Só de cada daria algo em torno de R$ 350 a R$ 450 milhões. Estamos falando da ordem de R$ 900 milhões em investimento, R$ 1 bi, necessário para reconstruir após estes danos”, destacou o governador.



