O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou, em entrevista coletiva virtual no início da tarde desta segunda-feira (13), que irá instalar a partir desta terça-feira um governo provisório no extremo sul da Bahia, região afetada pelas fortes chuvas dos últimos dias.
São 32 cidades em estado de calamidade. Choveu mais de 500 milímetros, o que provocou alagamento e mortes: “a primeira medida, vamos montar a partir de amanhã instalações governo provisório extremo sul, com secretarias do estado tendo representantes, para que as decisões acompanhem in loco, facilitando medidas, providências e ações corretivas. Os secretários, a partir de amanhã já estarão no extremo sul”.
O governador anunciou que enviará para ALBA um PL com várias ações para região, entre elas, a de empréstimo sem juros e tarifa social de água para estabelecimentos afetados.
“Adotamos algumas medidas e hoje vamos enviar um PL para ALBA para apoiar várias ações que precisam de lei; entre elas, decidimos lançar empréstimo sem juros para todas lojas e pontos comerciais, salão, padaria, móveis, que foram danificadas, completamente alagadas, onde comerciante perdeu estoque, mobiliário, de até 150 mil reais, sem juros, com carência de 12 meses para pagar. A partir 13º mês começa a pagar por 36 meses. Se algum precisa de valor maior, R$200, R$ 300, R$ 400 mil, tomará empréstimo e terá incidência da CDI, só com a taxa básica de juros. Outra decisão, é que casas ou pontos comerciais, que normalmente precisará de um volume grande de água para limpar, vamos aprovar na lei, pagará apenas tarifa social esse mês de dezembro, todas lojas e pontos comerciais ou casas. Isso é exclusivo para ruas que foram alagadas”, destacou Costa.
A base do Desenbahia ficará em Medeiros Netos e a expectativa é de que a partir de quarta-feira (13) os empréstimos comessem a ser autorizados.
O governador também reforçou que haverá um projeto para restaurar ou construir casas em parceria com município: “casas que precisam de intervenção, reforma, para que essas pessoas voltem para casa ou casa que não podem receber pessoas de voltas. Queremos mais rápido possível iniciar a construção dessa casas”.



