Exclusivo: Leo Prates empareda Tereza Paim e expõe fragilidade do critério sanitário: “se eu quiser alugar a Fonte Nova por 2h, para fazer um show, vou poder?”

Tereza Paim e Léo Prates

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O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, emparedou, nesta segunda-feira (29), durante entrevista conjunta à TV Record, a secretária de Saúde da Bahia, Tereza Paim.

Prates vem questionando quais são os critério adotados pelo governo Rui Costa para permitir 35 mil em estádios e apenas 3 mil em eventos.

Ele reclama do ‘Carnaval’ de gente sem máscara e aglomerada que está acontecendo nos jogos da dupla BA-VI na capital.

Ao ser questionada pelo apresentador do Balanço Geral acerca das discrepância em relação aos números de estádio e eventos, a secretária afirmou:

“No estádio de futebol tem uma capacidade instalada regulada; lá só tem os munícipes de uma mesma cidade que vão lá para torcer. As pessoas estão vacinadas porque tem que apresentar o passaporte de vacinação e é um tempo limitado, ok; qualquer coisa que nós fizermos somos responsáveis, a Secretaria Estadual de Saúde, as secretarias municipais e o governador estão precisando pela saúde das pessoas. Esse tempo é limitado e a gente pede a população, inclusive, que não se aglomere; ninguém está mandando se aglomerar, se a gente visualizar o estádio por um todo a gente vai perceber que realmente ele tem 70% apenas da capacidade instalada. Quando a gente vai falar de Carnaval, de réveillon, a gente fala de milhões de pessoas, milhões de pessoas onde esse controle de passaporte onde esse controle do distanciamento físico é imensamente mais difícil”, destacou Tereza Paim.

A gestora falou que as imagens das aglomerações estão sendo analisadas e que está havendo um monitoramento, e não negou que medidas mais duras, de redução da capacidade por exemplo, possam ser adotadas a posteriori caso os desrespeito aos protocolos persistam.

“É exatamente por isso, porque o estádio ele é uma capacidade instalada controlada, ele tem catraca e a gente tem como provar e, em muito eventos, nós não temos como provar. Então a gente sabe que as pessoas se agrupam e passam horas, 6 horas, 4 horas, e a bebida também faz muito isso, a retirada da máscara a gente pede apenas e fala o tempo inteiro [das medidas de prevenção]; porque nós; imagina se nós fôssemos a favor do futebol, não existe. Isso o que nós estamos colocando para a população, primeiro, que todos que nos ouvem, vão se vacinar, são quase três milhões de pessoas que não foram”, pediu Paim.

Ao ouvir a gestora falar sobre capacidade controlada e obrigação da apresentação do passaporte da vacina, o secretário de Saúde de Salvador afirmou não enxergar os critérios estabelecidos pela SMS, que são os da coerência, critério epidemiológico e planejamento na tomada de ação na pandemia.

O gestor municipal provocou, ao questionar se poderia promover um evento no estádio para 35 mil pessoas pelo tempo do futebol, já que na Fonte Nova, ele poderá tomar como base a capacidade estabelecida para os jogos, que é de 70%, o que dá mais de 35 mil pessoas.

“Eu queria aqui veementemente refutar qualquer provocação sobre o carnaval, 3 milhões muito diferente, eu não falei hora nenhuma de carnaval. A secretária Tereza Paim, junto com Vilas-Boas, são dois professores que tive. […] Então a minha pergunta apenas é o seguinte: já que ela tá dizendo que tem catraca no estádio, que há um controle da vacinação que as pessoas ficam por tempo limitado, a minha pergunta Zé, já que há um parâmetro epidemiológico relação a isso é o seguinte: “qual é a diferença se nós estabelecemos o tempo máximo de permanência, e pegar aqui o tempo dela, tá certo, você sabe que o jogo de futebol não fica dessa forma, 2 horas; se eu ou Leo Santana quiser alugar por duas horas o Estádio da Fonte Nova, com os mesmos Protocolos de futebol, posso? Se eu não puder, qual é a diferença? E com a mesma capacidade de 70%…”, questionou Prates.

A secretária de Saúde da Bahia respondeu demonstrando incômodo:

“Não acha que não estamos estudando o que está acontecendo nos estádios, e agente observa que a população realmente não está preparada para grande multidões. Então, a partir do exemplo vamos tomados novas condutas, e aí a gente consegue pensar, planejar, executar a depois a gente revisa elas. E as vezes a gente chega conclusão realmente, o pessoal não está querendo colaborar. E a gente já vai afetando, para que festas não ocorram. O limite entre aglomera dentro fora dos espaçosa gente visualiza no dia a dia”, explicou Paim, admitindo que os protocolos são desprezados pelos torcedores ao adentrar aos estádios.

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