“Vejo o ciclo do PT na Bahia chegando ao fim”, diz ACM Neto

ACM Neto

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O presidente nacional do Democratas, ACM Neto (DEM), avalia que o período da gestão do Partido dos Trabalhadores à frente do governo da Bahia, que já se aproxima dos 16 anos na Bahia, está chegando ao fim.

Em entrevista à Nova Brasil FM, o virtual candidato ao governo da Bahia em 2022 acredita que o candidato do PT, o ex-governador Jaques Wagner, não está empolgado para vencer o pleito.

“Vejo o ciclo do PT na Bahia chegando ao fim. A alternância de poder é bom para a democracia. Além disso, não sentimos em Wagner essa empolgação para ser governador. Por isso é hora de dar vontade a quem está com disposição. Estou pronto para fazer esse enfrentamento, mas sem fazer política rasteira. Eu não tenho condições de montar meu jogo dentro do que os adversários vão fazer, mas conto que a principal aliança nossa é com o povo”, destacou Neto.

Questionado sobre o revés sofrido por seu grupo em 2006, o político admitiu que à época havia uma fadiga do PFL. Ele pontua que o fator determinante para o pleito que terminou com Jaques Wagner (PT) não foi a influência do ex-presidente Lula, como alguns apontam.

ACM Neto acredita que o retorno do ex-presidente Lula ao cenário eleitoral não irá desequilibrar o pleito em favor de ACM Neto.

“Em 2006, foi revelada a fadiga de material do PFL. Lula, que disputava à reeleição, claro que teve influência, mas isso apenas não explica a derrota do nosso grupo. Estávamos vivendo desgastes, questões internas. São ciclos. Pelo lado do PT, agora, algumas coisas foram positivas nesses 15 anos, as quais vamos aperfeiçoar e melhorar. Além disso, vamos enfrentar os problemas que estão aí, trazendo um projeto mais arrojado. As pessoas viram como foi meu trabalho ao longo dos 8 anos da minha gestão. Não tenho duvida que o eleitor baiano tem claro que são coisas diferentes. Não dá para colocar apenas na conta da influência nacional os resultados das eleições no estado. Eu estou pronto para governar a Bahia com qualquer presidente, posso apresentar o meu exemplo, o que já fiz. Em oito anos, governamos com dois governadores diferentes e três presidentes distintos. Penso que a eleição na Bahia vai ter a sua dinâmica própria”, explicou o presidente do Democratas.

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