Problema com o diretório de SP pode ter motivado adiamento de filiação de Bolsonaro ao PL

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A ausência de consenso em relação ao comando do diretório do Partido Liberal em São Paulo e os acordos firmados pelo mesmo pode ter sido os motivos da sigla adiar o anúncio de Jair Bolsonaro, presidente da República, como o mais novo quadro.

Bolsonaro não aceita em hipótese alguma que se repita o Bolso-Doria, que seria o partido apoiá-lo no plano nacional e, no plano estadual, estar no palanque do indicado de João Doria à sucessão, que deve ser o seu vice, Rodrigo Garcia.

Diz O Antagonista:

“Um dos pontos centrais do acordo com Valdemar Cota Neto seria o controle do diretório paulista pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro. O problema é que o partido já estava apalavrado com Rodrigo Garcia, vice-governador e candidato de João Doria à sucessão no estado, o que acabaria reeditando o “bolsodoria” — algo impensável para o presidente hoje. Bolsonaro quer ter candidato próprio ao governo de SP, ao Senado e uma bancada de indicados, tanto à Alesp como à Câmara dos Deputados. Com a máquina tucana nas mãos e uma gestão com resultados, Rodrigo Garcia acredita numa vitória fácil ainda no primeiro turno em 2022. Os sete deputados estaduais do PL e o próprio Valdemar também”.

Na semana passada, diante de apoiadores, após expressar seu desejo de controlar o PL-SP, Jair Bolsonaro afirmou: “Falta acertar esse pequeno detalhe com o Valdemar”.

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