O deputado federal Cláudio Cajado (PP) cobrou explicações do governador Rui Costa (PT) sobre declarações dadas durante visita ao município de Jaguarari.
“Faço minhas as palavras ditas pelo líder Cacá Leão e pelo deputado federal Otto Filho. Porém, espero que o Governador Rui Costa possa esclarecer melhor o que foi publicado como palavras suas. Se ele nos chamou de traíras – além de não sermos, pelos fatos expostos, pela verdade -, como aliados decentes, féis e transparentes que somos, não devemos aceitar. Eu, particularmente não aceito , porque jogo limpo, tenho palavra e assumo minhas posições, como disse a ele quando me ligou, até porque eu não deixaria de ajudar 50 milhões de pessoas que estão passando fome, por conta de abrirmos espaço orçamentário de R$ 40 bilhões no teto de gastos, quando, até esse mês, tivemos um excesso de arrecadação de mais de R$ 300 bilhões de reais.
Por fim, a PEC dos Precatórios não é calote, porque o CNJ/STF esteve envolvido nas discussões e irá regulamentá-la após a votação pelo Senado Federal e sua promulgação”, destacou Cajado, em mensagem compartilhada em um grupo de parlamentares.
No palanque, em Jaguarari, o chefe do executivo estadual reclamou dos deputados “traíras” e convidou o povo que nas eleições do ano que vem separar o joio do trigo: “é revoltante ver deputado eleito com voto da população votando contra a Bahia, contra os baianos”.
Ao OFF News, o vice-líder de Bolsonaro na Câmara dos Deputados pediu provas das vendas de voto alegada pelo deputado federal Jorge Solla (PT): “Olha, essa coisa de venda de votos, é gravíssimo acusar sem apresentar provas. O que ele fala não demonstra, pura conversa fiada, é para politizar. Pediria aos deputados que indicassem onde está essa compra de votos. Se estão falando das emendas RP9, isso foi aprovado pela Câmara, não é ilegal. Eles precisam demostrar onde está ocorrendo essa compra de voto”.
Mentira
O parlamentar baiano também rebateu as declarações de que a PEC dos Precatórios fura o teto de gastos e gera calote nos precatórios, como alegou o o deputado federal Zé Neto (PT) em nota divulgada pelo PT, em que resume a votação sobre três pilares: “Vence a mentira, o calote e a chantagem”.
A PEC dos Precatórios é uma questão que todos estamos vendo objetivo ser alcançado, qual é? De abrir um espaço orçamentário para atendermos 50 milhões de pessoas que estão desassistidas, sem o bolsa família, que não tem do que sobreviver. Então, você tem de um lado o governo arrecadando R$300 bilhões a mais, sem que possa ser utilizado por conta do teto de gastos; o que estamos fazendo é tirando parte desses recursos para poder aplicar nas despesas, mesmo que seja ‘furando o teto’, que não está furando, mas criando um espaço no precatório. O que eles chama de furo, não é um furo, essa manobra é para obter recursos do superávit para despesa desse programa, não afeta os outros compromissos, faz com que os precatórios sejam integralmente pagos. Calote alegado seria se não pagasse, essa alcunha é extremamente nociva, não espelha a verdade. O que se quer é cria um espaço, sem furar o teto – é injusto falar em calote ou furar teto, se fosse furar teto, não precisaria abrir espaço, se fosse calote, não pagaria -, estamos elastecendo o prazo para criar o Auxilio Brasil. O que há de errado nisso? Onde a Bahia está sendo prejudicada?”, questionou Cajado.
O vice-líder de Bolsonaro não crê em uma mudança de voto após as alegações do governador, as quais, destaca, ter sido feitas em comum acordo com Rui Costa.
“Espero que mantenha o alinhamento acordado, de dividir os precatórios em três vezes e priorizar o Fundef, foi sugestão do governador Rui Costa, negociado diretamente pelo presidente da Câmara, Arthur Lira. Não acredito que quem votou a favor não volte a fazê-lo no segundo, seria de fato uma incoerência quem votou no 1º turno a favor, convicto, votar contra no 2º. Lula já se posicionou a favor do auxílio de R$600, incoerência é que o PT faz ao ir contra isso”.]
Leia também:
“Tempo do chicote acabou; somos aliados, mas não somos capachos”, diz Cacá Leão a Rui Costa
“Chega de deputado traíra”, diz Rui Costa sobre apoio do PP e PSD à PEC dos Precatórios
Bolsonaro empenhou R$ 1,2 bilhões para aprovar PEC dos Precatórios



