Alcolumbre ‘lucrou’ R$2 milhões com rachadinha enquanto presidia o Congresso Nacional

Davi Alcolumbre

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A matéria de capa da Revista Veja desta sexta-feira (29) mostra como se deu o esquema de rachadinha promovido por Davi Alcolumbre durante o período em que o mesmo começou sua carreira no Senado Federal, passando pelo período em que presidiu o Congresso Nacional, sendo encerrado esse ano.

“Marina, Lilian, Erica, Larissa, Jessyca e Adriana são moradoras da periferia do Distrito Federal, pobres, desempregadas e personagens de uma ignóbil trapaça. As seis foram contratadas como assessoras do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) em Brasília, mas nunca trabalharam. As seis tinham vencimentos que variavam de 4 000 a 14 000 reais por mês, mas não recebiam esse dinheiro de forma integral. As seis revelam uma história que, na melhor das hipóteses, vai constranger o Congresso Nacional como um todo e o parlamentar amapaense em particular. Até o início deste ano, Alcolumbre presidiu o Senado e atualmente comanda a poderosa Comissão de Constituição e Justiça. Durante muito tempo, ele empregou em seu gabinete mulheres, cuja única função era servir como instrumento de um conhecido mecanismo de desvio de recursos públicos. Admitidas, elas abriam uma conta no banco, entregavam o cartão e a senha a uma pessoa da confiança do senador e, em troca, ganhavam uma pequena gratificação. Salários, benefícios e verbas rescisórias a que elas teriam direito não ficavam com elas. Valor da fraude? Pelo menos 2 milhões de reais”, diz a Veja.

E outro trecho da matéria tem o depoimento chocante de uma das mulheres aliciadas pelo parlamentar e que aceitou fazer parte do esquema de peculato.

Marina Ramos Brito dos Santos, 33 anos, diarista, diz:

“O senador me disse assim: ‘Eu te ajudo e você me ajuda’. Estava desempregada. Meu salário era mais de 14 000, mas topei receber apenas 1 350 reais. A única orientação era para que eu não dissesse para ninguém que tinha sido contratada no Senado”, diz Ramos.

Questionado pela revista, o senador disse não se lembrar das funcionárias e ressaltou que ninguém estava autorizado a ficar com o salário das servidoras: “Alcolumbre afirma que não se lembra das ex-funcionárias citadas na reportagem e garante que ninguém estava autorizado a ficar com os salários das servidoras”.

É a fantástica fábrica de chocolate da República brasileira.

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