Em plenária de deputado, Wagner volta a atacar Bolsonaro: “não consigo entender como alguém que se diz religioso, diz que solução é matar”

Wagner

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O senador Jaques Wagner (PT) voltou a atacar, durante plenária do Deputado Federal Zé Neto (PT), em Feira de Santana, neste domingo (24), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), pela hipocrisia, ao se dizer cristão e ter comportamento contrário à fé.

“As pessoas que são evangélicos, cristãs; religião é coisa íntima, não gosto de misturar religião com política, política é racional. […] Não conheço nenhuma linha da Torá e da Bíblia, onde está escrita a palavra “ódio”, desprezo pelo ser humano, o desdém com a saúde de alguém. Ao contrário, o que nos inspira sempre pregou outra coisa. Nunca xinguei ninguém, nunca trabalhei da cintura para baixo. Eu era adversário do pessoal, mas eles tem familiares, filhos e netos, e a gente não pode estar ofendendo se quer ser respeitado. Quem ofende são eles, que xingam, apontam arma. Deus nos deus cabeça e braço para ser usado para trabalhar e não para matar. Não consigo entender alguém que se diz religioso, que tem fé em Deus; onde tem fé em Deus? Que aponta uma arma e diz que solução é matar fulano, cicrano. Não sou médico, mas a CPI mostrou que nós podíamos ter evitado talvez 600 mil vidas que já temos, 200 mil, se a vacina tivesse chegado. O presidente da República, que deveria dar exemplo, virou o inimigo número 1º do país. Não faço oposição para destruir, quando faz isso quem paga o preço é o povo. Faço oposição para diminuir erros que ele vem cometendo”, pontuou Wagner.   

O petista afirmou que graças ao presidente Bolsonaro, o Brasil virou um pária internacional.

“Só eu sei o que estou passando enquanto presidente da comissão do Meio Ambiente do Senado, não tem uma porta em que se bate no mundo inteiro que alguém não pergunte:? “Seu presidente vai continuar até quando tocando fogo na Amazônia? Até quando defendendo mineração em terra indígena? Até quando desprezando quilombola?”

O parlamentar criticou o ataca sistemático de fake news supostamente promovido pela equipe de campanha de Colbert Martins (MDB), que espalhou nas redes sociais e nos via aplicativos de mensageria, contra o candidato Zé Neto e contra o PT: “Trabalharam contra esse rapaz; dizendo “não pode votar no PT”, o “PT não é família”.

Ele disse que outra tentativa para desqualificar o partido, além de dizer que não é família, é que é corrupto: “alguns erraram e pagaram o preço, mas não venha condenar o partido como o todo, é uma pessoa que faz; Eles usam essa malandragem para pegar nossas pessoas de boa fé. Dizer que o PT não é família; o PT nasceu nas igrejas, nas comunidades eclesiásticas de base. Não vamos pregar a raiva pois a raiva não vai nos construir”.

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