Relatora da CPMI das Fake News, a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) disse, neste domingo (24), em suas redes sociais, que o presidente Jair Bolsonaro não possui nenhuma credibilidade para falar sobre vacinas.
A frase de lídice ocorre após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar em uma live, na semana passada, que estudos ingleses mostraram que pessoas que tomaram as duas doses do imunizante contra o coronavírus, da Pfizer, no Reino Unido, estariam contraindo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.
“Não vamos cair neste papo bobo do presidente de querer agora dizer que vacina dá Aids, assim como antes ele também disse que quem se vacinasse viraria jacaré! Nós não vamos deixar nos enganar! É preciso seguir com o esforço de vacinar toda população do Brasil e vencer o coronavírus. Os brasileiros confiam na vacinação! Quem não vacinou o seu filho contra o sarampo, contra a paralisia infantil e tantas outras doenças que as nossas crianças deixaram de ter? Agora 50% dos brasileiros se vacinaram com a segunda dose e estão completamente imunizados”, declarou Lídice da Mata
O presidente Jair Bolsonaro, que ainda não se vacinou afirmou: “relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados – aqueles com 15 dias após a segunda dose – estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (aids) muito mais rápido que o previsto. Recomendo que leiam a matéria. Não vou ler aqui porque posso ter problemas”.
Fake
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) desmentiu a fala do presidente Jair Bolsonaro e repudiou “toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente”.
“Não se conhece nenhuma relação entre qualquer vacina contra a COVID-19 e o desenvolvimento de síndrome da imunodeficiência adquirida”. Esclareceu ainda que pessoas que vivem com HIV/aids devem ser completamente vacinadas contra a Covid-19. Destacamos inclusive a liberação da dose de reforço (terceira dose) para todos que receberam a segunda dose há mais de 28 dias”, diz o texto, endossado pela Associação Médica Brasileira (AMB). “Repudiamos toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente”, diz SBI.



