O presidente da República, Jair Bolsonaro, em live na última quinta-feira (21), após a debandada de quatro secretários do Ministério da Economia, disse que Paulo Guedes não deixará o cargo.
Ele reclamou da postura do Mercado, após pedido de Guedes furar teto, que operou em baixa e o com dólar nas alturas.
Bolsonaro admitiu que não irá intervir na Petrobrás e que haverá novos aumentos de combustíveis; ele também voltou a citar o Bolsa Caminhoneiro que está ofertando para minar paralisação prevista para os primeiros 15 dias de novembro.
“A inflação é horrível? É péssima, mas pior ainda é o desabastecimento. Como está na iminência de ter um novo reajuste dos combustíveis, o que buscamos fazer? Acertado com a equipe econômica… Alguns não querem na equipe econômica, não queriam, outros acharam que era possível. Em havendo um novo reajuste, dar um auxílio para os caminhoneiros. O que está decidido até o momento? R$ 400 para 750 mil caminhoneiros autônomos. É muito, é pouco? É o possível no momento. Temos como vencer essa crise. Vai ter novo aumento de combustível? Certamente teremos. Não vou negar isso daí. Estou buscando solução. […] Aí fica o Mercado nervosinho. Se vocês explodirem a economia do Brasil, pessoal do Mercado, vocês vão ser prejudicados também”, destacou Bolsonaro.
Segundo o chefe do executivo federal, “isso dá um pouco mais de R$ 3 bilhões ao longo de um ano, dentro do Orçamento”.
“Agora tem secretário, como acontece às vezes com um ministro, que quer fazer valer a sua vontade. Então o ministro deu uma decisão, vamos gastar dentro do teto, que as reformas continuam. A gente espera que as reformas administrativa e tributária continuem, como foi feita a da Previdência no passado”, alfinetou Bolsonaro, sem citar o nome de Bruno Funchal, ex-secretário especial do Tesouro e Orçamento e defensor ferrenho do Teto de Gastos.
Enquanto promove uma gambiarra para maquiar o rombo no teto de gastos de ao menos R$30 bilhões, o presidente diz a seus seguidores que não quer “desequilíbrio nas finanças” do Brasil: “Por que buscamos cumprir o teto de gastos? Porque não queremos desequilíbrio nas finanças no Brasil. Vem desequilíbrio, a inflação explode, todo mundo perde com isso. Agora tem gente botando lenha na fogueira.”



