Um milagre acaba de ocorrer na Câmara dos Deputados.
Contra toda percepção revangista de ala fisiológica, a maioria do plenário surpreendentemente acaba de rejeitar a PEC 05/21, a PEC da Vingança de Arthur Lira (PP-AL), que subordinava o Ministério Público aos interesses políticos.
A Câmara rejeitou o substitutivo do deputado Paulo Magalhães (PSD), construído sob a batuta de Lira. Nem o décimo relatório feito pelo parlamentar baiano, construído com alguns ‘cala boca’ ao Ministério Público, foi capaz de ser palatável.
Foram 297 votos favoráveis e 182 votos contrários. Lira precisava de no mínimo 308 votos para aprovar a proposta.
Revoltado com o resultado, Lira leu a convocação da próxima sessão e encerrou a sessão.
Além de Lira e os fisiológicos, perdeu também o Partidos dos Trabalhadores, já que o texto era de Paulo Teixeira (PT-SP).
“Não é que ele não foi aprovado, não foi aprovado o substitutivo, mas tem o texto original que ainda pode ser aprovado. Tenho uma visão diferente do deputado que me antecedeu, não foi concluída a votação, pode votar o texto original. O que prevaleceu nesse debate foi uma fake news, porque tem poderes que resistem ao controle, porque não democracia não existe poderes fora de controle, requer que poderes sejam controlados, sofram controle para não abusarem. Não existe democracia sem freios. Instituições que sejam dominadas no sentido de serem lenientes com seus membros, na minha opinião esse debate vai continuar e seguir na semana que vem”, afirmou Teixeira, deixando claro que a PEC não é só da Vingança de Lira, mas também do Lula.
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