‘Se governos do PT tivessem controlado taxa de homicídios, mais de 24 mil vidas teriam sido poupadas na Bahia’, diz líder do governo na ALBA

Sandro Régis

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O deputado estadual Sandro Régis (Democratas), líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), voltou a comentar sobre a onda de violência e destacou que, desde 2007, primeiro ano do governo de Jaques Wagner (PT), a taxa de homicídios do estado dobrou. O parlamentar ressalta que, caso o índice de 2006 se mantivesse estável ao longo dos anos, mais de 24 mil vidas teriam sido poupadas na Bahia.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2006, último ano da gestão do ex-governador Paulo Souto, a taxa de homicídios na Bahia foi de 22,3 por 100 mil habitantes (em torno de 3.300 mortes, em números absolutos). Já em 2019, ano mais recente considerado na última edição do Anuário, a taxa foi de 44,9 (6.703 mortes, no total).

Régis ainda lembrou que o estado é líder do ranking de assassinatos no país desde 2010, com a única exceção do ano de 2018. Ele pontua ainda que a Bahia tem números absolutos maiores do que estados mais populosos, como São Paulo – com população três vezes maior, registrou 4.157 mortes em 2019.

“Se os governos do PT tivessem mantido a taxa controlada, em números similares ao que encontraram, mais de 24 mil vidas teriam sido poupadas no nosso estado. Contudo, eles negligenciaram a questão da segurança pública e perderam o controle, não apresentaram uma política eficaz para proteger as pessoas. Infelizmente, a segurança pública da Bahia está em colapso”, criticou Régis.

Em 2021, Régis destaca que a situação segue ainda pior em 2021. Segundo o Monitor da Violência, do G1, o estado registrou 2.931 mortes violentas no primeiro semestre deste ano, o que representa aumento de 7,1% em relação ao mesmo período de 2020. Além disso, a Bahia segue líder do ranking de assassinatos.

Antes do PT
O deputado ainda rebateu as declarações de Wagner no último sábado (16) sobre o que teria encontrado na área da segurança quando assumiu o governo. “Os números estão aí e não mentem. Nos governos do PT, a taxa de homicídios dobrou na Bahia, que está desde 2010 praticamente em todos os anos no topo do ranking de assassinatos. No Brasil, vale lembrar ao senador, a taxa se manteve estável”, frisou. Segundo o Anuário, a taxa no país em 2006 era de 23,9 e na edição mais recente estava em 23,6.

Régis lembra que, antes da entrada do PT no governo, ainda na gestão de Paulo Souto, diversos avanços ocorreram na área da segurança, a exemplo da criação da Superintendência de Inteligência e das Companhias Especializadas da Polícia Militar. Ele também citou a modernização do sistema de telecomunicações da polícia, interligando todos os distritos do interior, além da implantação de unidades da Delegacia de Proteção à Mulher (DEAM).

“Também naquela época criamos as forças-tarefa de repressão a roubos a banco, ao tráfico e ao crime organizado, além da implantação do sistema de identificação automática de armas de fogo. Foram ações que se mostraram eficientes para impedir o avanço da violência e do crime organizado em nosso estado. A verdade é que houve um grande retrocesso nos governos do PT”, criticou.

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