O presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia, Adriano Batista, afirmou ao OFF News que a exoneração do advogado criminalista Luiz Meira do núcleo da OAB é uma medida preventiva, para proteger o indivíduo e a instituição.
Luiz Meira foi preso em flagrante após a morte da namorada com um tiro de pistola, na madrugada deste domingo (17), em um prédio de luxo no bairro do Rio Vermelho. A defesa de Meira alega que o tiro foi acidental, familiares da jovem Kesia Stefany da Silva Ribeiro diz que ele atirou contra jovem após uma discussão.
“Nós entendemos que a saída dele da comissão nesse momento é uma medida que preserva a todos, para que não haja acusação sobre ele e nem sobre a OAB de favorecimento de um membro da instituição, de uma de suas comissões. Então, ele foi exonerado por conta disso – não é nenhum pré-julgamento da situação dele, a OAB não faz julgamento – e também acalma um pouco a família, porque percebe que a OAB está tratando tudo com muita tranquilidade, que a OAB não está o protegendo. Nós entendemos que é uma medida que apascenta um pouco a situação nesse momento e evita qualquer tipo de ilação a respeito da conduta da OAB ou mesmo de que ele possa utilizar a condição de membro da comissão para conseguir outras coisas. Com isso a gente deixa a coisa bem transparente, bem limpa e essa foi a intenção na hora em que nós resolvemos fazer essa exoneração”, destacou Batista ao OFF News.
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