Senadores integrantes do G7 vão se reunir às 16h desta segunda-feira (18) para tratar da organização do relatório final da CPI da Pandemia, após desgaste gerado pelo vazamento do relatório ainda em caráter preliminar por Renan Calheiros.
“Na visão dos parlamentares, é necessário agora arrefecer os ânimos. Mas eles admitem que, para isso, serão necessárias várias reuniões do grupo. A primeira será realizada hoje, às 16h. “Não pode haver racha no G7. Ainda mais sobre o que foi construído, levantado sobre essa enorme tragédia. Nós não temos esse direito. Incômodos, chateações, isso é legítimo. Se dividir na votação do relatório final, isso é inaceitável”, declarou o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Havia um compromisso do relator e ele havia assumido um compromisso que ele teria uma conversa com o G7 para receber sugestões. E lamentavelmente isso não aconteceu”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE). “Tudo que o Brasil não vai aceitar agora é que a CPI termine em uma disputa de vaidade”, complementou.
Um terceiro senador do G7 ouvido em caráter reservado por O Antagonista alega que a reunião desta segunda-feira (18) será apenas a primeira de várias para que sejam dirimidas as discordâncias entre os parlamentares do grupo: “vamos precisar de várias reuniões para achar um consenso. Tem muita coisa que precisa ser ajustada antes de o relatório ir para a votação.”
Ao longo do final de semana, trechos do parecer do relator vazaram para a imprensa. E algumas divergências entre os senadores ficaram absolutamente claras. Entre as quais, a inclusão de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) na lista de indiciados; o número de crimes imputados a Jair Bolsonaro; o capítulo sobre genocídio nas comunidades indígenas e a inclusão de ministros como o da Defesa, Walter Braga Netto.



