O ex-secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Maurício Barbosa, afastado do cargo por ordem do Superior Tribunal de Justiça, após indícios de que ele estaria atuando para coibir provas e coagir testemunhas no âmbito da operação Faroeste, foi autorizado pelo ministro Og Fernandes a voltar ao cargo de delegado da Polícia Federal.
A delegada da Polícia Civil, Gabriela Macedo, que era chefe de gabinete de Maurício à época, também afastada pelo STJ, foi autorizada a retornar ao cargo.
Maurício e Gabriela eram suspeito de atuarem como os gestores do braço armado do esquema criminoso de grilagem de terra na região Oeste da Bahia.
“Foi uma decisão que revogou a medida cautelar por entender que não faz mais sentido ele ficar afastado. O nosso próximo passo é demonstrar a improcedência da acusação, mostrar que ele nunca fez parte de nenhuma organização criminosa ou coisa alguma. Ele sempre defendeu os interesses da sociedade e vamos provar que ele não tem nada a ver com a Faroeste, porque na verdade só estava cumprindo o dever como secretário, de apurar os fatos que envolviam crimes”, disse Habib, advogado de Maurício Barbosa, ao A Tarde.
Na denúncia que resultou no afastamento de Maurício Barbosa do comando da SSP-BA, o MPF alegou que ele atuou para garantir a impunidade dos criminosos alvos da Faroeste, como quando em 2019 deflagrou a Operação Fake News, que segundo o órgão tinha a intenção única de “neutralizar os opositores do esquema criminoso liderado por Adailton Maturino dos Santos”, disse o ministro Og Fernandes à época.



