Rui Costa admite dificuldade em manter PP na Base caso Bolsonaro se filie ao partido e ironiza: “fica complicado até para eleger quem está dentro da sigla”

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O governador Rui Costa (PT) admitiu pela 1º vez que caso o presidente Jair Bolsonaro se filie ao Partido Progressista, que integra sua base de apoio, haverá dificuldades para manter um eventual aliança no estado em 2022.

“Eu vou conversar ainda, vou viajar, mas vou conversar com o PP. Se isso isso se materializar a situação fica muito complicada numa aliança da chapa com o PP. Não é fácil. Precisamos discutir. Espero que não se materialize. Vamos ter que discutir alternativas. Vou conversar com Leão as alternativas”, sinalizou Costa, durante entrevista no colégio Pinto de Aguiar, em Salvador.

Lembrando o alto índice de rejeição de Bolsonaro no Nordeste, o chefe do executivo estadual vê o ato como uma “tragédia” avaliou que o voto de Bolsonaro não “se enquadra no perfil do PP”.

“Uma tragédia esse presidente ser rejeitado por 70% do Nordeste e mais de 80% dos baianos e não acredito que os parlamentares do PP vão ficar do lado dele. Fica complicado para eleger até quem tá dentro da sigla. Vão ter situação difícil, pois o voto do Bolsonaro não se enquadra no perfil do PP. A eleição do ano que vem será referenciada pela nacional, não vai impor, mas vai influenciar as alianças locais e a busca de partidos de tentar fazer bancada. Não é só majoritária, é também parlamentar”, destacou o gestor da Bahia. .

O governador ironizou o movimento das federações para o ano que vem. Citando um parlamentar do PL da Bahia, o governador atacou o União Brasil: “conversei com Zé Rocha que disse que o PL nem sonha em fazer coligação com esse novo partido que é velho”. A apuração é do BNews.

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