Em discurso de balanço, Fux alfineta Bolsonaro dizendo que STF é “exemplo vivo de que a democracia deriva do dissenso institucionalizado” e não do “caos generalizado”

STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luis Fux, fez um discurso de balanço da gestão nesta quarta-feira (22).

Nele, Fux deixou claro que “nunca houve e nem haverá qualquer espaço para o desânimo ou amedrontamento” por parte do Supremo, diante dos “inúmeros desafios político-institucionais”. “

“Seguimos conscientes e firmes no propósito de salvaguardar o regime democrático e a higidez do texto constitucional, qualquer que seja o preço político que tenhamos de pagar”, destacou o chefe da Corte Suprema do país.

Sem mencionar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com quem rompeu diálogo no início de agosto por conta dos ataques contra os ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso, o presidente do Supremo disse que o “relacionamento institucional frutífero tem sido a razão pela qual este STF se apresenta como exemplo vivo de que a democracia deriva do dissenso institucionalizado, e não da discórdia visceral ou do caos generalizado”.

Fux assumiu a presidência do Supremo no dia 10 de setembro de 2020, sucedendo Dias Toffoli, e ficará no posto até setembro de 2022. No discurso, ele lembrou as decisões tomadas pela Corte durante a pandemia e destacou que o STF tem “contribuído para a estabilidade institucional do Brasil e sua retomada econômica”.

“Mostrou-se altivo, estável, resiliente e coeso, assegurando o regime democrático, dirimindo conflitos em prol de maior segurança jurídica e, de modo vigilante, garantindo a observância dos direitos fundamentais”, destacou Luis Fux. A apuração é de O Antagonista.

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