O senador Jaques Wagner (PT) utilizou uma rede social para desmentir trechos e criticar o discurso do presidente da República durante abertura da Assembleia Geral da Organizações das Nações Unidas.
“O discurso do presidente hoje na ONU nos fez sentir o gosto amargo de ver o Brasil se tornar irrelevante e um pária no cenário internacional. Sob seu governo, nos tornamos um país que convive com recordes de desmatamento, queimadas, invasão de Terras Indígenas e outros crimes. Como se não bastasse a condução desastrosa na pauta ambiental, o país segue à deriva com quase 600 mil mortos pela Covid-19 e 15 milhões de desempregados, voltando a conviver com a fome, a inflação e 40% da população em situação de insegurança alimentar. A situação é dramática”, criticou o petista.
O senador, que é presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal, atacou duramente o trecho em que o presidente exalta políticas de seu governo acerca da Amazônia e sobre o sistema de preservação das comunidades tradicionais no país: “ao dizer que as comunidades indígenas brasileiras “vivem em liberdade”, o presidente omitiu que só em 2019 houve um aumento de 134% de invasões de terras indígenas. Invasões essas carregadas de ameaças e conflitos violentos no campo, deixando um enorme rastro de sangue no país. Ao cobrar o mercado de carbono como uma bala de prata, ele ignora que o Brasil é o 6º maior emissor de carbono do mundo, com mais de 44% disto advindo de desmatamentos e queimadas. E omite que não faz o básico: implantar políticas de fiscalização e combate de crimes ambientais”
O parlamentar classificou a afirmação de Bolsonaro, de que o chamado emprego verde é uma realidade no Brasil, como um pastel de vento. O emprego verde é o trabalho humano em parceria com a natureza, promovendo sustentabilidade e equilibrou ao meio ambiente impactado pela atividade.
Wagner também atacou o suposto investimento do governo nos órgãos ambientais: “o presidente afirma que dobrou recursos para órgãos ambientais, mas contratou número bem menor que o prometido de brigadistas e fiscais para combater a alta da temporada de seca e do desmatamento. Enquanto isso, as chamas consomem os biomas num dos anos mais secos da história”.
O senador termina a sua série de postagem comparando o Brasil ao EUA.



