O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD), o líder do governo, Rosemberg Pinto (PT) e o líder da Oposição, Sandro Régis (DEM), convergem quando o assunto é a aplicação de restrições para pessoas não vacinadas contra o novo coronavírus na Casa.
“Dentro da Alba, quem quer que seja, de parlamentar a funcionário, que optar por não tomar a vacina, na minha opinião, não deve frequentar o parlamento. A Mesa Diretora deve restringir o acesso. É um risco grande para todos. É uma opção individual tomar a vacina ou não, mas quem não toma deve arcar com as consequências, quem não toma constitui um risco grande para todos. Sem falar que já temos a variante Delta circulando na Bahia”, sinalizou o líder da Oposição na ALBA ao OFF News.
Na mesma linha caminha o presidente da Casa, que avalia que o parlamentar ou servidor não vacinado deve sofrer restrições no uso dos espaços, principalmente do plenário, onde há uma maior concentração de pessoas.
“No parlamento, quem não se vacinou não deve ter direito de acesso aos espaços. Se for parlamentar, só deve participar de sessões e atividades de forma remota. É uma decisão do parlamentar não se vacinar, mas sem estar imunizado ele constitui um risco para os demais colegas, mesmo usando equipamento de proteção e tomando os cuidados”, destacou Rosemberg Pinto.
Restrição
Quando o assunto é uma restrição dos espaços fora da Casa Legislativa, há divergência entre os parlamentares ouvidos pelo OFF News sobre o chamado “passaporte da vacina”.
O presidente Adolfo Menezes evita emitir um parecer sobre o assunto, disse que irá esperar o projeto do governador ser enviado para Casa para emitir um posicionamento.
O deputado Sandro Régis também não quis emitir um parecer sobre uma imposição de restrição de uso de espaços públicos. Ele disse que irá aguardar o projeto que Rui Costa (PT) deverá enviar para ALBA, que estabelece restrições de espaço público para não vacinados e que obriga servidores e terceirizados do estado a imunização de forma compulsório, sob pena de não poder acessar o seu local de trabalho. O parlamentar do DEM pontua que será preciso dados técnicos para justificar a restrição no acesso a determinados espaços aos cidadãos não vacinados.
O líder do governo na ALBA avalia que quem optou por não se imunizar, deve sofrer restrições no exercício de sua atividade no estado e no uso do espaço público: “eu defendo que no setor público, independentemente de qualquer poder, só deva ter acesso às dependências aqueles trabalhadores que, no período correto, tenham tomado a vacina. Ou seja, alguém que tomou a 1º dose e a 2º dose ainda não chegou a data, esse pode ir trabalhar, tomando todas medidas protetivas”, destacou Pinto.
Para Rosemberg, quem não tomou a 1º dose não pode frequentar o local de trabalho no estado, por estar expondo os colegas aos risco de contaminação pelo novo coronavírus.
“Foi uma decisão da pessoa não tomar. O estado colocou vacina para todos aqueles que estão em condição de trabalho; os acima de 18 anos, todos já tiveram a oportunidade de tomar a vacina, pelo menos a 1º dose. Aqueles que não tomaram nenhuma dose, o fez por decisão individual. Por conta disso, entendo que essas pessoas não devam poder comparecer ao local de trabalho. E se não trabalha, automaticamente não pode ser remunerada. A decisão de não tomar vacina é dela. Não estou obrigando ninguém a tomar vacina, mas não posso expor quem se vacinou ao risco de contaminação no convívio laboral”.



