Durante entrevista à rádio Metrópole, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), criticou o tomá-la dá cá de Jair Bolsonaro (sem partido) em troca da governabilidade e de sua manutenção no cargo. Para alimentar sua base fisiológica, até um orçamento clandestino criando pelo Congresso Nacional para driblar o monitoramento da aplicação da verba pública foi usado.
Costa afirma que nunca viu um governo em que tanto recurso público via emenda parlamentar tenha sido colocado à disposição de parlamentares de sua base de apoio, em detrimento das áreas de investimentos constitucionais.
O chefe do executivo estadual da Bahia também citou em sua resposta outra importante contrapartida dada por Bolsonaro, que é a entrega de órgão públicos para o controle e indicações de parlamentares.
“A partir do debate nacional, das eleições, espero que possamos ajudar a modernizar o Congresso Nacional. Nenhuma mudança no Brasil será possível se não houve uma forte mudança, colocando gente de bem que pensa no coletivo no Congresso Nacional; se não fizer isso presidente, qualquer que for eleito terá imensa dificuldade de governar. Hoje o governo não tem programa de governo, Saúde, Infraestrutura, todo dinheiro está no balcão das emendas, nada é feito sem assinatura relator comissão de Orçamento. Então, não se governa desse jeito, colocando dinheiro na base da barganha. Há deputados que tem às vezes R$50, 100, 200 milhões de emendas; Nunca vi nada parecido com que está acontecendo hoje, deputados controlando órgãos inteiro, secretarias, empresas, é um escândalo o que está acontecendo no Brasil”, criticou Rui Costa.
O governador da Bahia afirmar que o controle de fatia considerável do Orçamento feito pelo Congresso travou os investimentos no país. Ele cita que está fazendo parcerias com os municípios para terminar a construção de creches que o governo federal não está fazendo o repasse do recurso público para concluir as obras: “nem dinheiro para construir creche e escola que eles começaram, estão mandando. Estou fazendo convênios com os municípios para construir, que era para construir com verbas federais, todo dinheiro está indo para o balcão da política”.



