Membro do Livres e coordenador do “Fora Bolsonaro” de centro-direita na Bahia, o advogado Rodrigo Rara avalia de forma positiva o ato realizado no último domingo (13), no Farol da Barra.
Em todo Brasil os atos foram organizados pelo Movimento Brasil Livre, Vem para Rua, Livres e outros coletivos.
O advogado pontua que já era esperado uma baixa adesão, pelo fato de ser o primeiro ato de coletivos de direita contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido), e destaca que que se surpreendeu com os participantes.
“As manifestações de 2016 contra Dilma também começaram pequenas. Essa foi a primeira de muitas manifestações que pretendemos levantar sobre a lógica da terceira via; então, o que era uma mera exposição de Faixa, onde eu passei Inclusive a estimativa de cerca de 20 a 30 pessoas, se transformou em um ato com mais de 200 pessoas; eu acho que foi bastante significativo”, destacou Rodrigo Rara.

O militante de centro-direita avalia que os extremos, que já estão mobilizados um contra o outro, conseguem levar mais pessoas pras ruas. Questionado sobre o impacto da ausência do PT, o advogado pontuou que o “bolsonarismo e o petismo” são dois lados da mesma moeda “caudilhista” que se “retroalimentam”. Ele avalia que o temor do PT de Jair Bolsonaro é que se fortaleça uma 3º via, que poderá surgir dos próximos atos de mobilização que devem ocorrer até 2022.
“É natural que nesse clima de radicalização que vivemos os extremos mobilizem mais do que o centro. Na verdade, é algo bastante significativo e inovador o centro ir para rua se posicionar de uma maneira tão enfática como aconteceu ontem, levando milhares de pessoas às ruas no Brasil inteiro. O petismo e o bolsonarismo se retroalimentam com suas posturas caudilhistas e a antidemocráticas, portanto, acabam também levantando o número maior de pessoas, o que é absolutamente natural porque são justamente as pessoas que estão mobilizadas. É por isso que o PT e o bolsonarismo fala muito mal das manifestações do dia 12, as manifestações de ontem, porque se trata justamente das manifestações que desafia o status quo e desafiam esse desejo que ambos alimentam de que as eleições 2022 sejam novamente o plebiscito contra o PT ou contra Bolsonaro, já que a chance de vencer, digamos assim, de cada um deles a 50%; já tendo um candidato da terceira via no segundo turno, a chance deles perderam é de 100%”, ressaltou Rodrigo Rara.



