Lobista aciona STF e não comparece à CPI; Comissão pede a prisão dele e antecipa oitiva de secretário do DF

marconny LOBISTA

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O lobista Marconny Albernaz, apontado como o responsável pela defesa dos interesses da Precisa Medicamentos, solicitou ao Supremo Tribunal Federal para não ter que depor à CPI da Pandemia nesta quinta-feira (2) e, mesmo ainda não tendo obtido o direito, resolveu não comparecer à comissão de inquérito que investiga as ações e omissões do governo federal na condução da pandemia.

“Os advogados de Marconny argumentam que grande parte das acusações contra o lobista são fruto de uma investigação do MP do Pará. Segundo a defesa, elas não teriam ligação com o escopo da comissão. Os advogados pedem para que seja reconhecida a condição de investigado do depoente e que, se ele optar por prestar depoimento, seja garantido o direito ao silêncio. Como mostramos, a CPI acionou o Supemo mais cedo pedindo para que o lobista seja conduzido coercitivamente para depor. Os senadores não conseguiram contactá-lo nesta quinta-feira”, diz O Antagonista.

Marconny Albernaz havia apresentado um atestado médico para não depor à CPI, na última quarta-feira (2), alegando que estava com dores pélvicas. Depois da pressão dos senadores, o médico responsável pelo atestado voltou atrás e disse que iria cancelar o documento pois o paciente estaria simulando.

O vice-presidente da CPI da Pandemia, Randolfe Rodrigues (Rede), requereu à prisão do lobista e a sua condução via autoridade policial. Ele garantiu que até o fim da CPI da Covid ele será ouvido.

“A polícia legislativa esta atrás dele e não achou. Que seja realizada a prisão, retenção do passaporte e comunicação à Interpool. O senhor Marcony é o sr. poderoso de todos os lobbys”, destacou Rodrigues.

Oitiva

No lugar do lobista, será ouvido o ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, preso em agosto de 2020 durante a Operação Falso Negativo, Francisco Araújo Filho. Deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a investigação abarcou ilicitudes na aquisição de testes rápidos para detecção da covid-19 para a rede pública de saúde local.

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