Assim como ocorreu em 2018, a difusão de fake news e de mensagens depreciativas devem afetar o pleito de 2022, esse é o prognóstico do senador Angelo Coronel (PSD).
Para fazer frente ao problema, o presidente da CPMI das Fake News defende que seja aprovado com urgência o PL 2630, que obriga as plataformas a mostrarem o caminho das mensagens em empresas de mensageria até a origem do texto ou imagem, estabelecendo um direito de resposta seguindo o mesmo percurso utilizado para o ataque.
“Telegram e WhatsApp é que são os dois problemas, nas eleições ninguém se preocupa Facebook e Instagram. O problema chama WhatsApp e segundo Telegram. A notícia depreciando o alvo; quando o atingido toma pé, o estrago é grande. E depois, quando ele vai propor o direito de defesa, do contraditório, ele vai requerer a quem? Não tem a quem requerer, ele fica difamado. Quando aprovamos o PL 2630 [PL das Fake News], que fui relator, é para isso, não é para cercear, tirar o direito da liberdade de expressão de ninguém, é para podermos rastrear e chegarmos ao bandido digital. É preciso que a Câmara aprove e que o presidente sancione, que aí é outra peleja”, destacou Coronel em live do Jornal GGN.
O senador explicou que ao contrário do noticiado, não houve compartilhamento do inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal, aberto por Alexandre de Moraes, com os membros da CPMI das Fake News: “Conversei com o ministro Alexandre de Moraes e ele me disse que a questão das fake news que estão investigando trata da depreciação do Supremo, não é das fake news em todas suas instâncias, digamos assim. Não foi compartilhado nada por parte do Supremo e o ministro Alexandre de Moraes nunca solicitou nada da CPMI das Fake News. Tem uma delegada da Polícia Federal que pede documentos, mas sempre são coisas vagas”.



